Ônibus em Londrina deve subir para R$ 1,15
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
Silvana Leão De Londrina 
A tarifa de transporte coletivo em Londrina deve aumentar 15%, passando de R$ 1,00 para R$ 1,15 nos próximos dias. Normalmente as mudanças de preço são programados para domingo. O valor foi definido pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que divulgou ontem a planilha de cálculo da passagem de ônibus. As empresas Tranportes Coletivos Grande Londrina e Francovig vinham negociando há meses com a CMTU e reivindicavam primeiramente R$ 1,32 e depois baixaram para R$ 1,26. O último aumento da tarifa foi em janeiro do ano passado.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) afirmou que a prefeitura está recebendo sugestões feitas por seus técnicos, diante da diferença dos valores solicitados pela empresa e o definido. A princípio, a CMTU sugeriu R$ 1,05 para o valor da tarifa, com base na média dos custos operacionais. As empresas, por sua vez, chegaram a propor R$ 1,32, argumentando a atual defasagem resultante dos aumentos nos preços de combustível, peças e acessórios, reajuste salarial dos funcionários e aumento da quilometragem rodada.
Um dos pontos divergentes entre a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Francovig e CMTU era quanto à metodologia utilizada para definir o índice de reajuste. As empresas vinham defendendo o uso da metodologia usada na cidade de São Paulo. A CMTU optou por continuar adotando o índice proposto pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot). Consultamos vários técnicos que operam na área e decidimos que o Geipot deve prevalecer, disse ontem o presidente da CMTU, Wilson Sella.
A companhia disponibilizou cálculo tarifário no site da prefeitura (www.londrina.pr.gov.br), para que interessados façam críticas técnicas sobre a planilha. O documento ficará disponível apenas hoje e, no fim da tarde, o prefeito deve analisar os dados coletados. Com isso, ele pode decretar o novo preço ainda amanhã (hoje) ou no máximo sexta-feira, explicou Sella.
Segundo o presidente da CMTU, até o fim do ano a prefeitura também quer alterar o sistema de bilhetagem, que passará a ser operado com cartão. Isso vai permitir um controle mais rígido dos passes gratuitos, número de passageiros e possibilidade de integração de linhas nos locais em que elas se cruzam, sem que a pessoa precise se dirigir ao terminal, explicou Sella.
Os diretores da TCGL e Francovig alegam que com a tarifa abaixo do que reivindicavam, haverá uma redução na capacidade de investimentos e comprometimento do equilíbrio econômico-financeiro das empresas. Não queremos espantar nossos clientes com uma tarifa muito cara. Mas com o valor definido não vamos conseguir comprar a quantidade de ônibus necessária, declarou Paulo Bongiovani, diretor da TCGL. O diretor administrativo da Francovig, Francisco Henrique Francovig, tem opinião semelhante.
Para Gildalmo de Mendonça, gerente da TCGL, as diferenças de cálculo entre CMTU e empresas são geradas principalmente pelo Fator de Utilização (FU) adotado. O índice mede quantos funcionários são necessários por ônibus. A CMTU adotou o índice 2,51, as empresas defendem 2,83.


