Utilizando um táxi roubado em Apucarana, quatro homens abordaram um ônibus de transporte rodoviário e levaram todos os pertences dos 38 passageiros, na madrugada de ontem. O assalto ocorreu no KM 6 da PR-445, por volta da 0h30. O dono do táxi roubado passou dez horas dentro do porta-malas do carro. Segundo informações da empresa de transporte, nenhum passageiro foi ferido.
De acordo com o delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Airton Simplício dos Santos, o ônibus, com destino a Curitiba, havia saído de Londrina uma hora antes do assalto. Os quatro assaltantes teriam abordado o veículo entre Tamarana (62 km ao sul de Londrina) e Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana). ''Eles emparelharam com o veículo e atiraram para o alto, obrigando o motorista a parar'', contou o delegado.
Depois da abordagem, os assaltantes teriam obrigado o motorista a entrar em uma plantação de trigo. ''Ali, três deles entraram no ônibus, aparentemente armados com uma escopeta e uma pistola 7.65, e roubaram todos os pertences dos passageiros'', continuou. ''Recolhido o material, eles fugiram sem machucar os ninguém'', disse. Nos boletins registrados na 10 SDP, constavam o roubo de celulares, jóias, dinheiro e documentos. Segundo o delegado, não é possível estimar o prejuízo. O diretor de Tráfego da companhia, Cláudio Corniani, confirmou a informação de que nenhum passageiro foi ferido.
O dono do táxi utilizado no assalto, Silvério Pinto Ferreira, disse à reportagem da Folha que passou cerca de 10 horas dentro do porta-malas do veículo, um Ford Del Rey azul metálico, com placas de Apucarana. ''Eram cerca de 15h30 quando dois homens entraram no carro na Rodoviária de Apucarana pedindo uma viagem. No meio do caminho, eles deram voz de assalto e me colocaram no porta malas. Só abriram duas vezes, por pouco tempo'', descreveu o taxista.
Ferreira contou ainda que chegou a ouvir os disparos das armas no momento do assalto. ''Nem sabia onde estava quando ouvi os tiros'', lembrou. Segundo ele, os assaltantes não mostraram nervosismo em nenhum momento. ''Eu também não fui agredido'', disse. O carro foi abandonado momentos depois do assalto, na saída de Mauá da Serra para Apucarana, quando Ferreira teria conseguido se libertar usando uma chave de roda.
Até o final da manhã de ontem, a polícia ainda não havia prendido nenhum suspeito de envolvimento no crime.

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