O procurador geral da Prefeitura de Maringá, Otávio Salvadori, disse ontem que vai mandar apreender os ônibus do empresário Antonio Malvezi que forem colocados em linhas do transporte coletivo urbano. Malvezi disse anteontem à Folha que está trazendo 50 ônibus de Goiás e junto com outros cinco empresários do setor, que possuem empresas em várias capitais, vai fazer o transporte coletivo urbano em Maringá com tarifa de R$ 0,50. A tarifa atual e de R$ 0,75.
Segundo Salvadori, o empresário está enganado ao afirmar que não existe nenhum tipo de contrato entre a prefeitura e a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), empresa concessionária do serviço na cidade.
Ele garante que a TCCC opera com exclusividade amparada em um contrato ‘‘com prazo de validade indeterminado’’, e que não existem motivos para o rompimento do acordo entre as partes. Além disso, explica Salvadori, o rompimento do contrato causaria prejuízo aos cofres do município.
Ele admite que no início do ano Malvezi procurou a administração com a proposta de assumir 25 linhas operadas pela TCCC. Na época, lembra, Malvezi disse que ‘‘não criaria mais caso’’ depois que as linhas fossem tiradas da TCCC e cedidas à empresa dele.
Como a proposta não foi aceita, Malvezzi ingressou na Justiça alegando a falta de documentação, mas não obteve sucesso. ‘‘Agora ele quer tumultuar e ameaça colocar os ônibus na rua de qualquer forma’’, diz Salvadori. O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) acusa Malvezi de tentar desestabilizar a administração municipal e colocar em risco a segurança da população.
O empresário Antonio Malvezi não estava em Maringá ontem. No início da tarde, pelo menos dois ônibus para o transporte coletivo já estavam na empresa dele. A informação era de que até o final da tarde Malvezi chegaria de Goiânia, de onde vieram alguns dos veículos.

mockup