Ônibus da TCGL atola em barreiro
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Luka Morais 
Marcos BorgesSó promessaÔnibus caído em local escavado pela Sanepar: moradores cobram asfalto prometido pelo prefeito Belinati na campanha eleitoralO ônibus da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) que faz a linha 112 ficou atolado ontem na rua Antonio Euclides Sapia, conjunto Alexandre Urbanas (zona leste). O bairro, onde moram cerca de 2 mil pessoas, tem apenas três ruas asfaltadas. As duas principais, por onde trafegam os coletivos, não têm asfalto.
Os moradores reclamam: toda vez que chove o problema se repete. É só ônibus deslizando, atolando e a gente tendo que enfrentar o barreiro, conta a moradora Maria das Graças Alves.
O motorista da TCGL Messias Inácio conta que o ônibus atolou por volta das 9 horas. Como a rua é estreita, o motorista precisou facilitar a passagem do veículo que vinha no sentido contrário.
Nesse momento, próximo ao cruzamento com a rua José Danielides, a roda do coletivo acabou afundando no barro. Foi preciso chamar uma máquina da Prefeitura para remover o ônibus, que transportava 10 pessoas.
De acordo com os moradores, funcionários da Sanepar fizeram, há cerca de 15 dias, uma escavação onde o ônibus atolou. O motorista do ônibus comenta que o buraco estava coberto mas ele acredita que, por causa da chuva, a terra acabou cedendo com o peso do veículo.
Inconformados com o problema do barro, que obriga adultos e crianças que moram no Alexandre Urbanas a usarem sacos plásticos nos pés nos dias de chuva, os moradores não poupam críticas à Prefeitura. Na época da eleição o prefeito Antonio Belinati veio aqui e prometeu que o asfalto ia sair em 60 dias. Foi só promessa, afirma o vigilante Fernando Carlos Antão, morador na rua Amado Américo da Silva.
Isso aqui é uma tristeza, e nós estamos cansados de pedir ao prefeito que dê um jeito. Já fomos na Prefeitura mas ninguém está nem aí, diz, revoltada, a dona-de-casa Francisca da Silva, 64 anos. Ela conta que a rua do ônibus estava com muitas pedras e que, dias atrás, uma máquina da Prefeitura passou pelo local, removendo-as.
A moradora Rosana Antão informou que, ontem pela manhã, outro coletivo quase ficou atolado na rua Nelson Brunelli. A gente vive correndo perigo porque os ônibus deslizam com facilidade, afirma Rosana. Vão esperar acontecer uma desgraça para tomar providências.
O fiscal da empresa Grande Londrina Sebastião Cirino comenta que as reclamações têm fundamento. Para nós, do transporte coletivo, esse é um dos piores locais da Cidade.


