Marcos BorgesSó promessaÔnibus caído em local escavado pela Sanepar: moradores cobram asfalto prometido pelo prefeito Belinati na campanha eleitoralO ônibus da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) que faz a linha 112 ficou atolado ontem na rua Antonio Euclides Sapia, conjunto Alexandre Urbanas (zona leste). O bairro, onde moram cerca de 2 mil pessoas, tem apenas três ruas asfaltadas. As duas principais, por onde trafegam os coletivos, não têm asfalto.
Os moradores reclamam: toda vez que chove o problema se repete. ‘‘É só ônibus deslizando, atolando e a gente tendo que enfrentar o barreiro’’, conta a moradora Maria das Graças Alves.
O motorista da TCGL Messias Inácio conta que o ônibus atolou por volta das 9 horas. Como a rua é estreita, o motorista precisou facilitar a passagem do veículo que vinha no sentido contrário.
Nesse momento, próximo ao cruzamento com a rua José Danielides, a roda do coletivo acabou afundando no barro. Foi preciso chamar uma máquina da Prefeitura para remover o ônibus, que transportava 10 pessoas.
De acordo com os moradores, funcionários da Sanepar fizeram, há cerca de 15 dias, uma escavação onde o ônibus atolou. O motorista do ônibus comenta que o buraco estava coberto mas ele acredita que, por causa da chuva, a terra acabou cedendo com o peso do veículo.
Inconformados com o problema do barro, que obriga adultos e crianças que moram no Alexandre Urbanas a usarem sacos plásticos nos pés nos dias de chuva, os moradores não poupam críticas à Prefeitura. ‘‘Na época da eleição o prefeito Antonio Belinati veio aqui e prometeu que o asfalto ia sair em 60 dias. Foi só promessa’’, afirma o vigilante Fernando Carlos Antão, morador na rua Amado Américo da Silva.
‘‘Isso aqui é uma tristeza, e nós estamos cansados de pedir ao prefeito que dê um jeito. Já fomos na Prefeitura mas ninguém está nem aí’, diz, revoltada, a dona-de-casa Francisca da Silva, 64 anos. Ela conta que a rua do ônibus estava com muitas pedras e que, dias atrás, uma máquina da Prefeitura passou pelo local, removendo-as.
A moradora Rosana Antão informou que, ontem pela manhã, outro coletivo quase ficou atolado na rua Nelson Brunelli. ‘‘A gente vive correndo perigo porque os ônibus deslizam com facilidade’’, afirma Rosana. ‘‘Vão esperar acontecer uma desgraça para tomar providências.’’
O fiscal da empresa Grande Londrina Sebastião Cirino comenta que as reclamações têm fundamento. ‘‘Para nós, do transporte coletivo, esse é um dos piores locais da Cidade.’’

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