A questão dos ônibus, colocada aqui nas últimas edições da Praça, mereceu a atenção do sr. Alberto que ofereceu uma alternativa radical para a melhoria do transporte coletivo urbano. Comentando as palavras do gerente geral da TCGL, que sugeriu, entre outras coisas, a implantação de canaletas exclusivas, o leitor ponderou que a idéia é boa mas de prática muito complexa para as ruas de Londrina que ''são muito estreitas''.
Para o sr. Alberto, a melhor alternativa seria a proibição do tráfego de veículos particulares em toda a área central da cidade. ''Sei que podem dizer que é uma idéia radical, mas é, acredito, a que melhor atenderia aos interesses da própria coletividade'', afirmou.
A idéia, pelo menos para os leigos no assunto, não parece ser possível, por uma série de razões. No centro efetivo da cidade, que pode ser considerado entre as ruas Mato Grosso, Goiás, Pernambuco e Sergipe, tem muitos prédios de apartamentos, o que significa que os moradores ali teriam que passar com seus carros. Há outros imensos inconvenientes. Todavia, dentro mesmo da liberdade que esta Praça dá aos leitores, fica registrada a sugestão radical do sr. Alberto.
Violência assustadora
Um motorista de táxi comentava, esta semana, a violência crescente em Londrina. E não se limitava, apenas, aos homicídios que podem registrar, este mês, um lamentável recorde anual, mas a todas as facetas da violência que inclui os roubos e assaltos, entre outras coisas. Trabalhando com táxi há 40 anos, o motorista afirmava que, no começo, trabalhava tranquilo, sem maiores preocupações. ''No passado, havia também crimes, motoristas de táxi foram assaltados e mortos. Mas nunca como atualmente, quando a relação dos crimes é cada vez maior'', disse, completando: ''Hoje, a gente vai trabalhar e tem medo de não voltar para casa''.
Agosto
O mês de agosto, que está chegando ao fim, ganhou uma triste fama no Brasil, principalmente devido a uma série de coincidências. O mais trágico dos agostos foi o de 1954. Foi um longo e assustador mes que começou com a morte, no dia 5, do major Vaz, da Aeronáutica. O militar estava, espontaneamente, protegendo o jornalista Carlos Lacerda, que investia violentamente contra o governo de Getúlio Vargas. Durante 19 dias, o Brasil viveu uma situação de terríveis preocupações, até que, no dia 24, há exatos 48 anos, o então presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio.
Veio, depois, o 25 de agosto de 1961. O dia, dedicado ao Soldado, acabou marcado naquele ano pela inesperada (e jamais explicada) renúncia do então presidente Jânio Quadros. O país mergulhou em outra crise, ameaças de revolução, muito medo pela situação nacional, o que foi resolvido, pelo menos aparentemente, nos primeiros dias de setembro quando se implantou o parlamentarismo.

mockup