As organizações não-governamentais (ONGs) do Estado escolhem, no próximo dia 15, o representante no Conselho Gestor do Parque Estadual de Vila Velha. A decisão foi tomada ontem, em Curitiba, na primeira reunião do conselho na subsede do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). As ONGs com registro no Conselho Estadual do Meio Ambiente terão a tarefa de indicar dois nomes: um para ocupar a vaga que resta e outro na suplência.
O conselho gestor vai decidir todas as ações de planejamento em Vila Velha. A gerente do parque, Maria Lúcia Miró, disse que as medidas desencadeadas pelo novo conselho devem propiciar rapidez na tomada de decisões. ‘‘Fica mais fácil envolver a comunidade.’’ Para ela, a inclusão de uma ONG ‘‘vai dar um caráter mais democrático nas decisões, representando a opinião da população’’. São 10 membros titulares, sendo que nove deles já foram escolhidos.
A composição do conselho é a seguinte: Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), IAP, EcoParaná (paraestatal na área de Esporte e Turismo), Paraná Turismo, Associação Brasileira de Turismo Rural, Associação dos Municípios dos Campos Gerais, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Polícia Florestal, Secretaria de Cultura do Estado e ONG a ser definida.
O presidente da Liga Ambiental, José Álvaro Carneiro, disse que vai defender na reunião do dia 15 a inclusão da Universidade Federal do Paraná e de pelo menos mais uma ONG como titular do conselho. Carneiro estranhou a realização da reunião. ‘‘Não sabíamos que o conselho gestor tinha sido nomeado.’’
Como representante das ONGs da Região Sul no Conselho Nacional do Meio Ambiente, o ambientalista disse que apresentou uma moção na semana passada para denunciar o abandono do parque. Carneiro declarou que o método para selecionar os integrantes do conselho foi ‘‘autoritário’’. ‘‘Este pessoal está preocupado apenas com o ecoturismo e não com a manutenção do parque’’, afirmou.
Na primeira reunião foi apresentado um balanço sobre o corte de árvores exóticas do parque que impedem o crescimento natural da vegetação. Cerca de 1,2 mil árvores, entre pínus e eucaliptus, já foram derrubadas, faltando cerca de 2 mil para serem removidas. O material está sendo aproveitado no próprio parque.
A gerência do parque quer implantar no ano que vem uma passarela com 1,5 mil metros de comprimento e 45 centímetros de altura para proteger a trilha original do parque. Ainda não há verbas para a aquisição do equipamento que custa R$ 160 mil.

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