ONGs têm dificuldade em renovar cadastro no Estado
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
Terminou ontem o prazo para as Organizações Não-Governamentais (ONGs) se recadastrarem na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e concorrerem a uma das quatro cadeiras do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cema). De acordo com o secretário-executivo do conselho, José Tadeu Smolka, esse cadastro vai permitir que as ONGs possam interferir na política ambiental do Estado. No entanto, algumas ONGs estavam tendo dificuldade para conseguir a papelada necessária.
Smolka ainda não havia computado quantas ONGs ambientais já haviam se cadastrado junto ao conselho. O secretário disse que o prazo final para poder concorrer a uma vaga ao conselho era ontem. Essa data foi estabelecida já que na sexta-feira as entidades se reúnem em Curitiba para votar quais vão representar esse grupo.
O secretário-executivo disse, no entanto, que depois do encontro das ONGs, as entidades podem se inscrever junto ao conselho, independente do prazo. As entidades vão ter que apresentar as mesmas documentações que trouxeram há dois anos, quando fizeram cadastramento, afirmou.
Porém, a diretora de uma entidade ambiental da Região Metropolitana de Curitiba, que preferiu não se identificar, reclamou que as ONGs estão tendo dificuldades em conseguir cópias dos documentos. O tempo foi pequeno demais, reclamou, acrescentando que teme represália.
José Smolka disse que as entidades sabiam que precisavam se recadastrar a cada dois anos. A diferença é que este ano, o estatuto do conselho mudou e vai dar maior poder à Cema, afirmou.
Smolka admitiu que o conselho vinha funcionando precariamente. Com o poder deliberativo, poderá interferir diretamente em assuntos, onde não há respaldo, disse. Ele cita como exemplo a regulamentação da compra de resíduos sólidos usados por empresas para geração industrial de energia.


