ONGs se destacam com projetos sociais no PR
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quinta-feira, 16 de agosto de 2001
Andréa Lombardo<BR>De Curitiba 
O Paraná está entre os estados mais atuantes em ações complementares à educação de crianças e adolescentes de baixa renda desenvolvidas por Organizações Não-Governamentais (ONGs). Tomando por base o número de projetos desenvolvidos por ONGs, inscritos nas edições do Prêmio Itaú-Unicef entre 1995 e 2001, as ações voltadas à educação tiveram crescimento próximo de 500%.
Na edição do Prêmio Itaú-Unicef deste ano, o Paraná ficou com o terceiro lugar em número de programas inscritos, entre os 25 estados participantes. As ONGs paranaenses apresentaram 59 projetos, respondendo por 8,6% do total de 686 programas inscritos. São Paulo foi o Estado com o maior número de projetos 230 ou 33,5% do total , seguido de Minas Gerais, que inscreveu 76 projetos (11,1%). Apenas Sergipe e Amapá não estão representados.
Os trabalhos estão sendo analisados e até o dia 23 de outubro serão selecionados os projetos premiados e menções honrosas. A premiação acontecerá no dia 28 de novembro, no Credicard Hall, em São Paulo.
O Prêmio Itaú-Unicef, instituído há seis anos, visa identificar e incentivar programas educacionais de complementação ao ensino público desenvolvidos por ONGs. É coordenado pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), de São Paulo. A premiação acontece a cada dois anos.
Na penúltima edição do prêmio, em 1999, o projeto desenvolvido pela Associação de Meninos de Curitiba (Assoma) com ''meninos de rua'' ficou entre os semifinalistas. No mesmo ano, a Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI) do município de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) conquistou menção honrosa com o Projeto Casa da Criança, que trabalha com 450 crianças e adolescentes de 7 a 15 anos em oficinas de reforço escolar, artes, dança, teatro e esportes.
O Cenpec pesquisou o perfil das 472 ONGs que concorreram ao Prêmio Itaú-Unicef de 1999, na categoria ações complementares à escola. Segundo a coordenadora do estudo, Célia Sanda, a pesquisa apontou que 80% dos programas oferecem atividades artísticas, 79% reforço escolar, 61% trabalham com atividades esportivas e 45% em iniciação profissional.
De acordo com a pesquisa, 70% das entidades sobrevivem com recursos governamentais, sendo que em 41% delas as verbas oficiais são a maior fonte de recursos. As doações vêm em segundo, com 16%. Cerca de 25% das ONGs estudadas têm uma receita anual de, no máximo, R$ 50 mil. As regiões Sudeste e Sul do Brasil são as que concentram a maioria das organizações.


