Quando o pequeno Felipe, de 4 anos, começou a fazer tratamento contra um tumor maligno no pé, em Londrina, a mãe dele, a professora Simone Galan Cara, de 34, se viu em apuros. Com tantas injeções, internamentos, exames e medicações com efeitos colaterais, a criança resistia em sair de Apucarana (Centro-Norte), cidade da família, para ir ao setor pediátrico do Hospital do Câncer. Foi só depois que a dupla conheceu a ONG Viver é que o menino passou a colaborar com suas novas demandas de saúde. "Foi a minha salvação. Depois que começamos a frequentar a casa, ele aceitou o tratamento e a vir para Londrina", conta a mãe.
Criada há 14 anos, a ONG Viver atende crianças e adolescentes de 57 municípios da região em tratamento ou internadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Universitário (HU) e no Hospital do Câncer. A iniciativa conta com uma casa de passagem à disposição dos pacientes para que tenham onde descansar durante o tratamento em Londrina e contem com apoio psicológico, social e odontológico neste período. Também são oferecidas aos assistidos doações de leite, cestas básicas mensais, apoio funeral, medicações e próteses. Ao todo, 157 pacientes seguem cadastrados junto à ONG. Para atender todo este pessoal, a instituição agora iniciou uma campanha para ampliar sua sede.
Batizada de "Construtores de Esperança", a ação conta com apoio de uma equipe de voluntários organizada pela Plaenge Empreendimentos. O grupo de sete projetistas será responsável pela criação de projetos na área hidráulica, elétrica, estrutural, de fundação, planejamento e orçamento. A parte arquitetônica já está encaminhada e deve passar por aprovação da diretoria da ONG para ser levada à Prefeitura para liberação de alvará de construção. Todas as propostas serão doadas pelos voluntários à instituição. Caberá à ONG Viver arrecadar dinheiro para executar a obra.
A presidente da organização, Lorenna Guskuma, explica que, no final do ano passado, a ONG conseguiu adquirir um terreno ao lado da sede atual, graças ao trabalho iniciado durante outra campanha. A ideia agora é demolir a casa que existe na nova área para ampliar o espaço de atendimento. A ação deve garantir mais dormitórios e refeitório e brinquedoteca novos. "Queremos desmembrar a parte de recreação da alimentação. Temos a necessidade de abranger cada vez mais pacientes, de acordo com a demanda dos hospitais", assinala. Os acompanhantes dos pacientes também são atendidos pela ONG.

ONG Viver faz campanha para ampliar sede
ONG Viver faz campanha para ampliar sede ONG Viver faz campanha para ampliar sede ONG Viver faz campanha para ampliar sede ONG Viver faz campanha para ampliar sede


Como o projeto ainda está passível de alterações, ainda não há uma meta financeira definida para a construção. "Temos que ver o quanto arrecadamos e ver como ficarão as despesas da casa depois. Temos que suprir tudo isso", pontua Lorenna. Ela observa que a doação dos projetistas voluntários deve ajudar muito a organização neste processo – o trabalho deles custaria mais de R$ 100 mil. "Veio para somar conosco, traduziram no papel o nosso sonho. Seria um valor muito alto para dispor com os projetos caso não tivéssemos esta ajuda", define.
O gerente da Plaenge, Olavo Batista, acredita que a obra dure cerca de 18 meses, o que inclui demolição da casa adquirida, obras no primeiro e segundo andares e reforma da sede em uso. Ele estima que seja necessário cerca de R$ 1 milhão para a ação. "Vamos entrar com a parte de suprimentos, fazer todo um trabalho para que haja a compra de materiais com qualidade. Queremos ajudar a desenvolver a sociedade de Londrina, na medida do possível", comenta.

mockup