ONG Viver faz campanha para ampliar sede
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local
Quando o pequeno Felipe, de 4 anos, começou a fazer tratamento contra um tumor maligno no pé, em Londrina, a mãe dele, a professora Simone Galan Cara, de 34, se viu em apuros. Com tantas injeções, internamentos, exames e medicações com efeitos colaterais, a criança resistia em sair de Apucarana (Centro-Norte), cidade da família, para ir ao setor pediátrico do Hospital do Câncer. Foi só depois que a dupla conheceu a ONG Viver é que o menino passou a colaborar com suas novas demandas de saúde. "Foi a minha salvação. Depois que começamos a frequentar a casa, ele aceitou o tratamento e a vir para Londrina", conta a mãe.
Criada há 14 anos, a ONG Viver atende crianças e adolescentes de 57 municípios da região em tratamento ou internadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Universitário (HU) e no Hospital do Câncer. A iniciativa conta com uma casa de passagem à disposição dos pacientes para que tenham onde descansar durante o tratamento em Londrina e contem com apoio psicológico, social e odontológico neste período. Também são oferecidas aos assistidos doações de leite, cestas básicas mensais, apoio funeral, medicações e próteses. Ao todo, 157 pacientes seguem cadastrados junto à ONG. Para atender todo este pessoal, a instituição agora iniciou uma campanha para ampliar sua sede.
Batizada de "Construtores de Esperança", a ação conta com apoio de uma equipe de voluntários organizada pela Plaenge Empreendimentos. O grupo de sete projetistas será responsável pela criação de projetos na área hidráulica, elétrica, estrutural, de fundação, planejamento e orçamento. A parte arquitetônica já está encaminhada e deve passar por aprovação da diretoria da ONG para ser levada à Prefeitura para liberação de alvará de construção. Todas as propostas serão doadas pelos voluntários à instituição. Caberá à ONG Viver arrecadar dinheiro para executar a obra.
A presidente da organização, Lorenna Guskuma, explica que, no final do ano passado, a ONG conseguiu adquirir um terreno ao lado da sede atual, graças ao trabalho iniciado durante outra campanha. A ideia agora é demolir a casa que existe na nova área para ampliar o espaço de atendimento. A ação deve garantir mais dormitórios e refeitório e brinquedoteca novos. "Queremos desmembrar a parte de recreação da alimentação. Temos a necessidade de abranger cada vez mais pacientes, de acordo com a demanda dos hospitais", assinala. Os acompanhantes dos pacientes também são atendidos pela ONG.
Como o projeto ainda está passível de alterações, ainda não há uma meta financeira definida para a construção. "Temos que ver o quanto arrecadamos e ver como ficarão as despesas da casa depois. Temos que suprir tudo isso", pontua Lorenna. Ela observa que a doação dos projetistas voluntários deve ajudar muito a organização neste processo o trabalho deles custaria mais de R$ 100 mil. "Veio para somar conosco, traduziram no papel o nosso sonho. Seria um valor muito alto para dispor com os projetos caso não tivéssemos esta ajuda", define.
O gerente da Plaenge, Olavo Batista, acredita que a obra dure cerca de 18 meses, o que inclui demolição da casa adquirida, obras no primeiro e segundo andares e reforma da sede em uso. Ele estima que seja necessário cerca de R$ 1 milhão para a ação. "Vamos entrar com a parte de suprimentos, fazer todo um trabalho para que haja a compra de materiais com qualidade. Queremos ajudar a desenvolver a sociedade de Londrina, na medida do possível", comenta.