O projeto Não–Violência, Organização Não-Governamental da Suíça implantada no Brasil há cerca de dois anos, já formou 17 embaixadores em Curitiba. Adolescentes do ensino médio do Colégio Estadual Ermelino de Leão serão responsáveis por transformar a paz em um tema comum de aulas e palestras. Esses jovens foram os primeiros embaixadores brasileiros da ONG, que deu início às suas atividades no Paraná.
Até agora, os coordenadores do projeto só trabalharam com os alunos da Ermelino de Leão, promovendo uma série de atividades que colocaram a violência em discussão. Nas próximas semanas, o programa passará a atuar no Colégio Elias Abraão.
‘‘O Não-Violência está realizando um trabalho muito bom em Curitiba. Com poucos recursos e em pouco tempo já foi possível identificar problemas e que caminhos seguir’’, disse ontem o criador da ONG, Jan Hellman, que pela primeira vez esteve no Brasil para avaliar a atuação no projeto no País. Segundo ele, o objetivo da entidade é diminuir em 20% o índice de agressões registrado nas escolas onde atua. Ele contou que essa redução tem sido alcançada com sucesso nas instituições dos outros seis países em que o projeto foi implantado – Suíca, Suécia, Estados Unidos, África do Sul, Inglaterra e Alemanha.
A Ermelino de Leão não possui um sistema de controle do índice de violência entre os alunos, mas os novos embaixadores garantem que a ONG atingiu sua meta na escola. ‘‘Eu já presenciei diversas cenas de violência dentro do colégio antes do projeto. Hoje os adolescentes param para pensar sobre seus atos’’, disse Anderson Vitor de Souza, de 14 anos. Voluntário para ser embaixador da paz, ele contou que tem planos de promover debates com a participação dos pais dos alunos. ‘‘O apoio da família e o diálogo são muito importantes para o jovens.’’
O empresário Roberto Demeterco, presidente do Não-Violência no Brasil, afirmou que a ONG tem planos de ampliar sua atuação para o resto do País e passar a promover atividades extra-curriculares nas escolas.

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