Israel Reinstein
De Curitiba
A Associação de Defesa e Educação Ambiental - Habitat Brasil pretende fazer com que as indústrias de refrigerantes e alimentícias, que utilizam plástico PET (Poli Tereftalato de Etileno) sejam obrigadas a recolher este material. A entidade entrou com ações individuais contra nove empresas, por enquanto apenas de ligadas ao setor de refrigerantes. ‘‘Outras dez ações vão ser movidas ainda esta semana’’, disse o coordenador da Habitat, José Carlos Fagundes Cunha. ‘‘A intenção não é penalizar as empresas, mas apenas forçar para que se faça uma negociação, na qual diminua o impacto ambiental dessas embalagens’’, complementou
Em sua ação, a instituição se baseia em um lei estadual, na qual as empresas são responsáveis por os produtos que geram, bem como os sub-produtos. ‘‘Atualmente, existe uma lei já obriga os fabricantes de pneus a recolher o material’’, disse. José Carlos Cunha considera que o impacto ambiental da PET é muito grande por que demora para ser degradado.
No ano passado, 50 mil toneladas de embalagens de refrigerantes sem retorno (pouco mais de 1 bilhão de garrafas) foram recicladas em todo País, o correspondente a 21% das aproximadamente 240 mil toneladas do material utilizadas no período.
Para o coordenador da entidade, seria interessante que este material fosse reciclado. Calcula-se que a coleta e reciclagem das embalagens de PET no Paraná representariam uma renda de R$ 3 milhões aos catadores de lixo, R$ 6,8 milhões aos sucateiros, que fazem a separação dos lixos, e R$ 17 milhões para as empresas de reciclagem, segundo a Abepet – Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens de PET.
Para Cunha, seria interessante que se mudasse a lei para este setor, favorecendo quem recicla o material. ‘‘Atualmente, sai mais barato comprar uma nova garrafa PET, que processar o material’’, afirma.

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