Familiares e vítimas de acidentes no trânsito, representantes de entidades da sociedade civil, psicólogos, advogados, engenheiros, peritos judiciais, professores reuniram-se ontem à noite, em Londrina, para criar uma Organização Não-Governamental (ONG) de apoio a vítimas de acidentes de trânsito. Já nas primeiras discussões, os objetivos da associação foram ampliados também para a educação no trânsito.
A coordenadora da reunião de ontem, Leonice Teixeira, lançou a idéia de criação de uma ONG depois que perdeu a mãe, Luíza Maria, em um acidente de trânsito. O atropelamento que vitimou a mãe de Leonice aconteceu no dia 8 de agosto. Mas até hoje a Polícia não descobriu o carro nem o motorista atropeladores.
Paulo WolfgangFormaçãoReunião teve a presença de representantes de diversas entidadesAlém de profissionais liberais, compareceram à primeira reunião representantes dos conselhos municipais do Trânsito, de Segurança Pública, da Condição Feminina, da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB-Londrina), do Departamento de Saúde Materno-Infantil e Saúde Comunitária da Universidade Estadual de Londrina, do Sindicato dos Jornalistas e do Centro de Direitos Humanos.
A preocupação revelada na reunião é pela criação de uma organização que possibilite assistência psicológica, social, jurídica a familiares e vítimas no trânsito. E, também, que desenvolva projetos de educação no trânsito. ‘‘É importante, ainda, que esta associação seja um meio de cobrar das autoridades providências e justiça’’, acrescenta Leonice.
A reunião de ontem não tinha a preocupação de concluir o processo de criação da associação. Mas já iniciou os debates sobre a definição dos objetivos, formas de financiamento e a definição do estatuto da entidade. ‘‘Temos alguns passos legais, burocráticos, a serem dados, tais como aprovação de estatuto e eleição da diretoria. Mas esta reunião não deve esgotar o assunto’’, detalha o advogado Edmilson Nogima, representante do Centro de Direitos Humanos. ‘‘O importante é que a idéia seja lançada e atraia ainda mais gente preocupada com o problema do trânsito da cidade’’, acrescenta.

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