O vice-presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Patrulha das Águas, João Batista Moreira Souza, pretende recorrer à Promotoria do Meio Ambiente de Londrina para exigir da prefeitura a fiscalização permanente do Lago Igapó. O problema é a poluição provocada por esgotos clandestinos e lixo trazido pelas chuvas.
‘‘A situação está crítica, mas a solução é simples. Basta intensificar a fiscalização na bacia do Cambezinho e colocar barreiras de contenção nas galerias de águas pluviais’’, opinou Souza, que também é instrutor de canoagem e remo. No final da semana passada ele procurou a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) pedindo providências.
O chefe dos fiscais da AMA, Luiz Campanhã Filho, alega que há falta de funcionários e veículos para fazer a ronda. Segundo ele, são 19 pessoas para atender todas as denúncias de degradação do meio ambiente. Na barragem do Igapó são dois fiscais que trabalham das 7 às 19 horas todos os dias. ‘‘Com apenas um carro, a mobilização pela cidade se torna muito difícil. Já pedimos reforço de pessoal e investimento, mas até agora não temos resposta.’’
Com relação ao esgoto clandestino, Nelson Okano, gerente da unidade de serviços e operações de sistema da Sanepar, disse que a única responsabilidade da empresa é quando os dejetos são provenientes de algum rompimento na rede. No caso de ligações irregulares de esgoto, a fiscalização fica a cargo da AMA e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ‘‘Mesmo não sendo nossa obrigação, colaboramos na investigação.’’
Na opinião do chefe do escritório regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, a dificuldade está na falta de consciência ambiental da população. Segundo ele, os esforços para educar as crianças só terão resultados a médio e longo prazo. Até lá, a sociedade dependerá quase que exclusivamente da legislação.

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