ONG quer discussão sobre lixo em Rolândia
Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
A licitação para construção do aterro sanitário de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) não encerrou a discussão sobre o destino do lixo urbano. Lideranças do Movimento Nossa Terra uma organização não-governamental (ONG) ambiental não concordam com a solução encontrada pela prefeitura. Não se discutiu amplamente com a comunidade o projeto do aterro sanitário, como afirmou em matéria publicada na Folha o secretário de Meio Ambiente, Claudinei Barão Sanches. Houve sim, um esforço da ONG, em novembro de 98, de promover um debate entre Suderhsa e convidados. Pedidos por escrito e protocolados na prefeitura para ver e discutir o projeto do aterro sanitário nunca foram atendidos, criticou o presidente do Movimento Nossa Terra, Daniel Steidle.
Segundo ele, a preocupaçao da ONG é com os agricultores assustados com a vinda do lixo da cidade para o meio rural. Daniel diz que um trabalho responsável com o lixo depende do envolvimento da população. A ONG questiona a eficiência da educação ambiental pretendida pela prefeitura depois de instalado o aterro sanitário longe da cidade. Um aterro sanitário requer, além de verbas significativas, um constante acompanhamento profissional para não se transformar logo em lixão. Tanto representantes do IAP como da Suderhsa preveniram para essa situação, alertou.
Outra preocupação da ONG é com a questão do lixo na região. Municípios da região estão estudando propostas em comum para a destinação do lixo, informa Daniel. Para a ONG, estas soluções em comum causam menos impacto ambiental do que o aterro.





