Ong que assiste portadores de HIV pode ser despejada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de novembro de 2001
Denise Angelo<br> De Ponta Grossa 
A única organização não-governamental (ONG) que trabalha com portadores de HIV e doentes de Aids em Ponta Grossa pode ser despejada. A sede do Grupo Reviver funciona em uma casa alugada no bairro São José. O contrato foi feito pela prefeitura, na gestão passada. Mas desde que mudou a administração municipal, o aluguel não foi mais pago. A dívida está em R$ 15 mil.
O Grupo Reviver atende 68 famílias com um ou mais portadores e/ou doentes. Além de todo o encaminhamento necessário para tratamento adequado, a entidade também famílias fornece cestas básicas e ensina artesanato para familiares dos doentes.
''Por causa do volume de projetos que desenvolvemos, cerca de 30 pessoas passam o dia na sede do grupo. E isso tem um custo'', diz a vice-presidente, Luciamari Moro Santos. Juntando as despesas com alimentação, luz, água, telefone e gás, a entidade tem um gasto mensal de cerca de R$ 2 mil, além do aluguel, que custa R$ 1,3 mil.
No início da semana, a prefeitura liberou R$ 10 mil para a ONG, mas o dinheiro é insuficiente. ''A imobiliária não quer receber somente parte da dívida'', queixa-se a vice-presidente. Na semana que vem, a ONG terá uma audiência com o prefeito Péricles de Holleben Mello (PT). Na ocasião, a vice-presidente da entidade pretende resolver o problema, caso o grupo ainda não tenha sido despejado.


