A Prefeitura de Londrina estuda a possibilidade de retirar a barragem que separa os lagos Igapó 1 e 2. A sugestão foi apresentada pela Organização Não-Governamental (ONG) Patrulha da Águas, que considera desnecessária a divisão. A união dos lagos, de acordo com o presidente da ONG, João Batista Moreira Souza, permitiria a passagem de algumas espécies de peixes, melhoraria a qualidade da água nos dois lagos e facilitaria a prática de esportes como a canoagem.
  O secretário de Obras e vice-prefeito, Luiz Carlos Bracarense, achou interessante a proposta, mas disse que a decisão dependeria de um levantamento da topografia dos lagos. Estamos aceitando e estudando todas as propostas que auxiliem a reduzir os custos da obra, afirmou.
  Bracarense informou ainda que a prefeitura está acatando as orientações do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no resgate dos moluscos. Ele entende que não existe o risco de autuação por crime ambiental. A informação foi confirmada pela chefia do Ibama. O instituto lembrou que o aparecimento dos moluscos não estava previsto pela equipe de trabalho. Mas apesar do fato novo, os moluscos devem ser preservados.
  A pedido do Ibama a vazão das águas foi reduzida no fim de semana, para evitar o esvaziamento do lago sem o monitoramento das equipes de resgate dos peixes e a conseqüente morte das espécies. Com isso, o Igapó 2 teve uma elevação no nível da água, chegando a cobrir a terra de mais da metade de sua área. Ontem pela manhã as comportas foram abertas novamente e a previsão era de terminar hoje o resgate de peixes.
  No fim da tarde de ontem, com o rebaixamento do Igapó 2, foi detectado um veio de água brotando semelhante a uma nascente, o que chamou a atenção da Patrulha das Águas. A ONG suspeita que haja um vazamento em uma tubulação da Sanepar que está submersa por aproximadamente dois metros de lama.
  Não pode ser uma mina, está muito longe da margem. Tem todas as características de vazamento, o que pode ser perigoso para a saúde pública quando a água passa em baixa pressão, comentou João Batista, que vê risco de contaminação com substâncias tóxicas da água que é captada no Ribeirão Cafezal e tratada na estação da avenida Juscelino Kubistchek, área central.
  A pedido do ambientalista, o secretário de Obras visitou o local e disse que enviará hoje um ofício solicitando providências da Sanepar. Se houver vazamento, algo tem que ser feito, avaliou o secretário. Uma equipe da empresa fez uma verificação de emergência, mas os técnicos não souberam interpretar o que está acontecendo. Para eles, se for preciso fazer um reparo na adutora, não será fácil.
  O gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, disse que não há previsão para uma checagem técnica do possível vazamento.Isso ocorrerá quando houver disponibilidade de tempo. De acordo com ele, não há motivos para preocupação porque a água que passa pela tubulação é tratada com rigor na estação. (Colaborou Edna Mendes)

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