ONG propõe ação para reduzir acidentes com crianças
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Reduzir as estatísticas de acidentes com crianças. Esse é o objetivo da organização não-governamental (ONG) Criança Segura, que está implantando um grupo de trabalho em Londrina. Ontem, o coordenador da ONG, médico Mauro Roberto Basso, e a coordenadora-administrativa, Juliane Yoshii, apresentaram o programa para representantes de entidades ligadas ao atendimento de crianças, como creches, escolas, hospitais e polícia da cidade.
''O objetivo é colocar em prática programas de prevenção de acidentes e reduzir as estatísticas em Londrina'', revelou Basso. De acordo com números do Núcleo de Informações de Mortalidade (NIM), ligado à Secretaria Municipal de Saúde, Londrina registrou 76 mortes de crianças por acidente de 1998 a 2002. Foram 42% por acidente de trânsito (principalmente atropelamentos) e 40% por afogamentos (piscinas, rios e lagos e até de recém-nascidos em berços). Já as outras causas de acidente na infância, como queimaduras e quedas, ocorrem com menos frequência.
''A diminuição no número de acidentes vai reduzir também os gastos dos setores público e privado com recuperação das crianças'', destacou Basso, que atua como médico do Siate. Londrina é a quarta cidade do País a contar com a implantação da ONG Criança Segura. Criada nos Estados Unidos há 16 anos, funciona desde 2001 em Curitiba, São Paulo e Recife.
O trabalho voluntário é a base da ONG Criança Segura. O objetivo é formar grupos para dar treinamento em escolas e creches sobre prevenção de acidentes. São quatro linhas de trabalho: escola, creche, pedestre e em carros. Os programas de conscientização são direcionados a profissionais que cuidam de crianças. Como exemplo, um treinamento sobre a colocação de cadeirinhas de bebês em carros foi demonstrado aos participantes da reunião. O próximo encontro entre a coordenação da ONG e as entidades londrinenses está prevista para fevereiro.
''A passagem deste conhecimento dos cuidadores para as crianças será feito de acordo com a realidade de cada grupo. Para crianças menores, atividades lúdicas. Para as maiores, dá para passar mais informação'', salientou Basso.


