Uma colônia de férias inspirada nos Jogos Pan-americanos. Esta foi a solução encontrada pela ONG Instituto de Educação Igapó para ocupar de maneira saudável o tempo ocioso das crianças da Zona Sul de Londrina enquanto durarem as férias.
  ‘‘Organizamos esta Pan Férias para que os pais que trabalham tenham onde deixar suas crianças e evitar que elas fiquem nas ruas, sujeitas ao envolvimento com drogas, por exemplo’’, justifica Isabel Cristina Sousa Pereira, presidente da ONG. As atividades começaram na segunda-feira, e vão até o dia 20, no ginásio de esportes localizado ao lado da escola Escola Estadual Rina Maria de Jesus Francovig, no Jardim Campos Elíseos.
  Com apoio da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que emprestou o material e 20 estagiários, da prefeitura, que providenciou os alimentos, e da Sanepar, que disponibilizou bebedouros, a ONG conseguiu montar uma estrutura para atender até 600 crianças, inclusive com lanche no período da manhã e da tarde e almoço, servido na Escola Municipal Osvaldo Cruz, próxima ao ginásio. Além disso, ainda haverá palestras educativas, ministradas por profissionais do posto de saúde e do Conselho Tutelar.
  Segundo a presidente da ONG, basquete, vôlei, handebol, futebol, bola queimada e brincadeiras como bambolê, pega-pega, esconde-esconde e outras atividades são as opções oferecidas diariamente, das 8h30 às 17 horas. ‘‘A colônia de férias está aberta à participação de crianças de 5 a 15 anos, de todas as regiões da cidade. E os maiores de 15 anos também podem ajudar como voluntários’’, ressalta.
  Isabel conta que a sede do Instituto de Educação Igapó, que hoje funciona no jardim Santa Joana (Zona Sul), deve mudar-se em breve para o ginásio de esportes, assumido no mês passado pela entidade. ‘‘Mas primeiro vamos precisar de R$ 15 mil para refazer toda a fiação elétrica, e adequar a estrutura para receber nossos equipamentos, como computadores’’, adianta. Segundo ela, a ONG oferece aulas de balé, capoeira, futsal, taekwondo e informática.
  ‘‘Se não fosse vir aqui, eu ficaria em casa sem fazer nada, talvez assistindo à tev꒒, revela Carlos Antônio Almeida, 14 anos. Morador do Jardim União da Vitória, ele garante que pretende participar todos os dias da Pan Férias, para jogar vôlei com os amigos que conheceu lá. Já Paloma Andréia Laureano, 11 anos, livrou-se de ficar em casa ajudando na limpeza. ‘‘Chamei meus colegas para vir também. Aqui é bom porque se não tem criança que fica na rua fazendo coisa errada’’, argumenta.
  O estagiário Fábio Rigobelli concorda, e acrescenta que as atividades esportivas ainda contribuem para o desenvolvimento da criança. ‘‘Não estamos ensinando técnicas, mas brincando. Isso ajuda a desenvolver a coordenação motora, a socialização, o respeito à individualidade de cada um e a dividir as coisas. Acredito que o esporte é um dos grandes elementos capazes de tirar a criança da marginalidade.’’

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