Curitiba
A organização não-governamental Sociedade de Educação e Defesa Ecológica (Sede) deve entrar com ação popular contra o governo do Paraná para impedir a construção de uma usina termoelétrica a carvão no Litoral paranaense.
Os advogados da ONG estão estudando a viabilidade da ação e devem decidir até o final desta semana qual é o melhor momento para entrar com o processo. ‘‘A organização pretende abortar o desenvolvimento do projeto, mas talvez seja melhor aguardar a conclusão do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), previsto para novembro’’, disse o advogado da Sede, Wagner Rocha D’Angelis.
A Sede também pretende montar ‘‘plantões ecológicos’’ em Paranaguá, nos fins de semana, para entrar em contato com lideranças e organizações locais e conscientizar a população sobre os riscos que a usina poderia trazer à cidade. O projeto da usina está em fase de estudos e é coordenado pela Copel em conjunto com as empresas privadas Inepar, Chilgener e Denerge.
A Justiça Federal já acatou ação civil pública elaborada em conjunto pelo Ministério Público Federal e Estadual contra a instalação da usina. O juiz não concedeu liminar por considerar que não há risco de dano iminente.
A Copel já admitiu que o projeto será descartado se o resultado do Rima comprovar que a termoelétrica vai prejudicar o meio ambiente.
Integrantes da equipe que analisa o projeto de construção da usina já consideram que a usina seria inviável. Um dos principais problemas é encontrar uma área para depositar as cinzas da queima diária de 6 mil toneladas de carvão.
Na Assembléia Legislativa, o projeto de construção da termoelétrica continua parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os deputados aguardam um documento que está sendo preparado pelos participantes do fórum ‘‘Matriz Eletroenergética e as Consequências da Opção Termoelétrica’’, realizado mês passado na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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