Pesquisadores da Associação Mata Ciliar, organização não-governamental que coordena o Plano de Manejo para Pequenos Felinos Brasileiros, e atua em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), estão cadastrando e examinando animais em zoológicos de várias regiões do País. O projeto investiga, entre outras situações, a extinção de espécies da fauna, com comprometimento da biodiversidade. Todas as espécies até aqui cadastradas estão em risco de extinção, segundo os pesquisadores. A equipe de pesquisadores realizou o mesmo trabalho no Parque do Ingá, em Maringá, no início da semana.
Ontem, foram coletadas amostras de sangue, pele e pêlos, feita biometria e outros exames em animais do Zoológico de Cascavel, localizado no Parque Ecológico e único na microrregião. Segundo o veterinário Jean Carlos Ramos Silva, doutorado na USP, os zoológicos são laboratórios importantes para estudos sobre a preservação de espécies porque neles há animais mantidos em condições de sanidade, embora fora de seu habitat natural.
Os pesquisadores já cadastraram 370 animais para acompanhamento em 53 locais em todo o País. Segundo Jean, eles são de oito espécies de felídeos, das quais sete em ‘‘flagrante risco de extinção’’, entre elas a onça-pintada, a suçuarana e a jaguatirica. ‘‘O gato-mourisco sofre menos risco, mas ainda assim merece atenção’’, diz.
Acompanhado por pessoal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do zoológico, o veterinário realizou vários tipos de exames, principalmente em felinos. As amostras de sangue, pele e pêlos coletadas serão analisadas nos laboratórios da USP e comparadas com outras obtidas em regiões diferentes.

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