Familiares e amigos do estudante de direito Anderson Gomes Ferreira, morto aos 19 anos num assalto ocorrido em dezembro de 1999, em Apucarana, estão cobrando maior empenho das autoridades para que o crime não fique impune. Foram espalhados 22 outdoors pela cidade. O estudante foi morto com um tiro nas costas durante uma assalto.
Os pais de Anderson, Édna e Benedito Gomes Ferreira argumentam que esta foi a forma encontrada pela organização não-governamental Comander (Comando Anderson) ‘‘de protestar, exigir justiça e não deixar que este crime hediondo fique esquecido pela população e autoridades’’.
A ONG foi criada por iniciativa de jovens apucaranenses, alguns dias após a morte do estudante. Eles já promoveram passeatas e carreatas, para pedir justiça não apenas para o caso de Anderson, mas de outras vítimas da violência. Outra iniciativa da Comander foi estampar adesivos em centenas de veículos pedindo o fim da impunidade.
Anderson Gomes Ferreira foi morto durante um assalto na Padaria Brasil, no centro de Apucarana. Ele não reagiu, mas recebeu um tiro nas costas, disparado pelos assaltantes quando saíam do estabelecimento. O assalto foi praticado por homens que utilizavam motocicletas e estavam de capacetes.
Ouvido pela Folha, o delegado João Batista Pinto, responsável pelo inquérito que apura o homicídio, disse que as investigações continuam oito meses depois do crime. ‘‘Já obtivemos a prisão preventiva de um suspeito, mas ele acabou sendo colocado em liberdade, após dois meses, por falta de provas’’, lembrou o delegado.
Segundo ele, Alex Gomes Macedo Schutz, 23 anos, continua sendo suspeito de ter participado do assalto. ‘‘Uma testemunha declarou à polícia que, nos dias que antecederam o assalto, ele tentou comprar ou emprestar uma arma, que iria utilizar num assalto a uma padaria’’, revelou João Batista Pinto.
Nos últimos meses a polícia passou a investigar um novo suspeito, que seria um jovem morador em Califórnia.

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