Cerca de 400 representantes de entidades sociais e educacionais do Norte do Estado participaram ontem à tarde, em Cornélio Procópio, do lançamento do Grupo Ação Pela Vida, composto por 13 voluntários, que vão trabalhar com projetos de prevenção e recuperação de dependentes químicos. A palestra foi ministrada pelo presidente-executivo do Conselho Estadual de Entorpecentes, Olien Zétula.
‘‘A participação da comunidade é indispensável para o problema de drogas. Não podemos esperar soluções somente do governo’’, afirmou Zétula. Segundo ele, quanto menor a cidade mais fácil é a disseminação das drogas. ‘‘Engana-se a pessoa que pensa que alto consumo de droga é só nos grandes centros. O traficante está numa posição cômoda e a droga é levada para dentro das escolas pelos próprios alunos’’, ressaltou.
A idéia do grupo Ação Pela Vida surgiu há um ano e é do radialista Amauri Bravilheri, que foi viciado em drogas durante 16 anos, com apoio do Conselho Tutelar municipal. ‘‘No princípio queríamos criar uma casa de recuperação, mas depois vimos que o trabalho teria que ser mais abrangente e principalmente enfocar a prevenção. Foi então que nos organizamos’’, explicou Amauri.
Segundo ele, o grupo não-governamental é cristão, mas sem denominação religiosa. ‘‘Nosso objetivo é multiplicar o grupo de orientadores até que o assunto esteja na consciência de toda a comunidade, independentemente do credo. Porém, só Cristo pode mudar a vida de um dependente e, por isso, trabalharemos com a f钒.
Conselheiros estimam que aproximadamente 10% dos jovens de Cornélio Procópio são usuários de droga. Nos finais de semana este índice pode chegar a 40%. ‘‘É um número alto e preocupante. Esta realidade pode ser mudada com o envolvimento maciço da comunidade. O Ação pela Vida será peça fundamental para esta mudança’’, disse a presidenta do Conselho Tutelar de Cornélio Procópio, Laíde Barbosa de Araújo.
No final do ano o grupo Ação pela Vida estará ministrando para 50 pessoas o primeiro curso de formação sobre prevenção.

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