O Movimento Leigo América Latina (MLAL), organização não-governamental italiana, pode contribuir com entidades londrinenses em projetos de defesa dos direitos humanos. O coordenador do MLAL no Brasil, Giuseppe Manera, esteve em Londrina para conhecer a realidade local e verificar a possibilidade de convênio com entidades e ONGs da cidade.
O representante da ONG italiana visitou a cidade por indicação da Prefeitura de Módena, cidade-irmã de Londrina e que participa do Programa Paraná-Europa. Manera disse que a primeira visita visa apenas a conhecer a realidade local e verificar as possibilidade de convênios, especialmente para a promoção de emprego e renda.
Ainda que tenha evitado adiantar qualquer informação, o coordenador brasileiro do MLAL revelou que há boas possibilidades de firmar convênios de cooperação com entidades e organizações não-governamentais londrinenses. ‘‘Estamos fazendo os contatos iniciais com a realidade de Londrina e com ONGs locais. Ainda é prematuro adiantar alguma coisa concreta, mas consideramos o que já vimos e as recomendações da Prefeitura de Módena certamente há boas perspectivas’’, disse Manera, em visita à Folha.
A vereadora Elza Correia (sem partido), membro do Centro de Direitos Humanos de Londrina, que acompanhava Manera, juntamente com a advogada Valdenéia Aparecida Paulino, do Centro de Direitos Humanos de São Paulo, entende que os setores que apresentam maiores chances de convênio com os italianos são os de atendimento à mulher e à criança de rua.
‘‘Londrina já conta com vários projetos nestas áreas, tanto por iniciativa pública como da sociedade organizada’’, disse Elza, destacando a Oficina de Tecelãs, criada por mulheres do Jardim Franciscato (zona sul) e que representa importante fonte de renda para dezenas de famílias. ‘‘A partir da segunda visita, provavelmente em maio, poderemos definir algum convênio de cooperação’’, destacou o coordenador brasileiro do MLAL, acrescentando que a colaboração italiana pode ser de técnicos e especialistas e também financeira.César AugustoElza Correia, Valdenéia Paulino e Giuseppe Manera, do MLAL, durante visita à FolhaÁureo Nogueira

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