ONG faz campanha para manter hospital de Ibiporã
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de dezembro de 2005
Marta OrtegaReportagem Local 
Ibiporã A dificuldade em manter os hospitais filantrópicos é grande em todo o Brasil. Em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), o Hospital Cristo Rei conta com a ajuda de uma Organização Não Governamental (ONG) para superar os problemas. A ONG Crer e Fazer Acontecer (Cefac) tem cerca de 40 voluntários, que prestam serviço voluntário e realiza uma campanha para angariar fundo, através da venda de camisetas.
Com dívidas que ultrapassam a casa dos R$ 1,8 milhão, o hospital tem conseguido com muita dificuldade manter os 4,1 mil atendimentos mensais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dos R$ 270 mil gastos por mês, apenas R$ 245 mil conseguem ser supridos, de acordo com o presidente do hospital, Sebastião Sarábia. Além dos atendimentos pelo SUS, são feitos 120 atendimentos particulares, outros 107 através de convênios, além de 30 a 40 mil atendimentos no Pronto-Socorro.
Fundado em 1950, o hospital é o único da região que trabalha pelo SUS, atendendo uma população de 45 mil habitantes em Ibiporã e outras cidades da região. Até mesmo a ampliação de uma ala anexa ao hospital, iniciada em 2001, está parada há cinco meses, por falta de dinheiro. ''Faltam apenas R$ 60 mil e não conseguimos concluir a obra'', lamentou.
A ala que vai atender a maternidade e 18 leitos depende apenas da instalação de aparelhos, entre eles um ar condicionado no centro cirúrgico, que foram doados pelos governos Estadual e Federal. ''Falta pouco e vamos continuar lutando para inaugurar a ala e manter o bom atendimento do hospital'', concluiu Sarábia.
Mobilização A ONG Cefac foi fundada em 2001. Segundo a presidente da ONG, Daniele Ribeirete, foram confeccionadas cinco mil camisetas que já estão sendo vendidas por um preço de R$ 20. ''O objetivo é atender o maior número de pessoas possível''.
A Cefac também quer aumentar o número de voluntários para prestar serviços no hospital. Hoje, a ONG realiza um trabalho de apoio na maternidade, no setor de pediatria e no SUS, ajudando na estruturação de projetos. ''Queremos conscientizar mais pessoas para que nosso trabalho aumente e possamos manter o hospital funcionando'', afirmou.
A campanha conta com o apoio do comércio da região. O objetivo é atingir a venda total e realizar uma passeata de conscientização entre as pessoas que colaboraram com a campanha. ''A ONG é uma porta aberta para que a comunidade participe e ajude o hospital a manter o atendimento aos pacientes''.
Serviço: Os interessados em colaborar com a campanha podem ligar para o próprio hospital, telefone (43) 358-1337


