Dezenas de pessoas acordaram cedo, ontem em Londrina, para caminhar em prol de uma causa nobre: ajudar a organização não-governamental (ONG) Voluntariado de Apoio às Crianças e Adolescentes com Câncer (Viver), que presta atendimento a 70 crianças e adolescentes de outras cidades atendidas pelo Instituto do Câncer de Londrina (ICL). A entidade promoveu o projeto ''Corrida pela vida'', com venda de camisetas em diversos pontos da cidade e uma caminhada em torno do Lago Igapó.
De acordo com Maurício Magalhães, coordenador do projeto, o evento teve o objetivo de divulgar o trabalho da ONG e assim aumentar o número de pessoas dispostas a colaborar com a causa. Todas as 600 camisetas confecionadas para a campanha foram vendidas.
A Viver oferece alimentação, recreação e serviços de psicologia, nutrição e assistência social a pacientes de outros municípios que vêm se tratar no ICL. Como o procedimento do hospital é rápido, eles passam o restante do dia na ONG. ''Antes, essas crianças ficavam esperando na rua a ambulância que os levaria de volta para casa'', disse.
Outro objetivo da campanha foi aumentar o número de possíveis doadores de medula óssea inscritos no Registro de Doadores Voluntários de Médula (Redome), que reúne potenciais doadores de todo o País. Segundo Magalhães, entre as crianças e adolescentes atendidos em Londrina, 80% sofre de leucemia, cuja cura muitas vezes depende do transplante de medula.
Para sensibilizar as pessoas que passeavam pelo Zerão, o hemocentro do Hospital Universitário (HU) instalou uma unidade móvel no local para recolher sangue de possíveis doadores. O material seria analisado e enviado para o cadastro do Redome, hoje com 80 mil inscritos. O ideal é ter 1 milhão de inscritos. No hemocentro do HU, até dezembro do ano passado havia 2,5 mil cadastrados.
Hoje, no ICL, há sete pacientes esperando um transplante de médula. Um deles tem 16 anos e o restante são crianças com menos de 7 anos. Ano passado, quatro crianças morreram em Londrina porque não encontraram doador compatível.

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