ONG discute o futuro do lixo urbano
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terça-feira, 03 de junho de 1997
Adriana De Cunto 
O que fazer com o lixo sólido gerado em Londrina, depois que acabar o prazo de vida útil do aterro sanitário? Essa é a principal questão de um workshop que acontecerá no dia 11 de junho pela manhã, no anfiteatro do Centro de Tecnologia e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O workshop vai marcar a instalação da subseção de Londrina da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), que vai funcionar provisoriamente na UEL.
A Abes é uma organização não-governamental criada em 1966. Hoje é considerada uma das principais ONGs brasileiras na área ambiental, segundo a engenheira e professora da UEL, Sandra Márcia Cesário Pereira da Silva, que vai ocupar o cargo de presidente local da entidade. A instalação da subseção em Londrina representará um grande avanço tecnológico e de formação de pessoal na área sanitária e ambiental, diz o professor da UEL Fernando Fernandes, vice-presidente da associação.
A Abes é grande produtora de revistas e livros científicos que abordam assuntos ambientais e também promove muitos cursos em todo o Brasil. Sandra Márcia da Silva lembra que os sócios recebem em casa todas as publicações editadas pela associação, material bastante cobiçado pelas pessoas que se interessam pelo meio-ambiente.
Ela esclarece que apesar de o nome especificar apenas a engenharia sanitária e ambiental, profissionais de qualquer área podem se filiar à Abes - basta que se interessem pelas questões ecológicas. Na opinião de Fernando Fernandes, um grupo formado por pessoas de profissões e formação diferentes vai render debates e soluções bastante proveitosas para os problemas ambientais da região.
No Paraná existem apenas a seção de Curitiba e duas subseções, de Cascavel e Maringá. Além de Londrina, deve ser criada em breve a subseção de Pato Branco. A entidade tem mais de 12 mil associados em todo o Brasil, provenientes do setor privado, público, universidades, órgãos de pesquisa em várias áreas, entidades ambientais e fabricantes de equipamentos para controle da poluição. A sede nacional está situada no Rio de Janeiro; o País já conta com 25 seções estaduais.
A Abes é membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), faz parte do grupo de saneamento do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e integra o comitê executivo da Associación Interamericana de Ingenieria Sanitaria Y Ambiental (Aidis). Também faz parte do international Association on Water Pollution Research and Control (IAWPRC) e da International Water Supply Association (IWSA).
O engenheiro e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba Nicolau Leopoldo Obladem é o presidente da Abes estadual. Ele estará em Londrina no próximo dia 11 para participar da instalação da associação na UEL e do workshop sobre a destinação final dos resíduos sólidos.
A subseção local da entidade já conta com 18 sócios, comenta Sandra Márcia da Silva, entre pessoas físicas e jurídicas. Na diretoria provisória da Abes estão representantes de vários órgãos, como Instituto Ambiental do Paraná (IAP), UEL, Sanepar, Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Jataizinho (SAE), entre outros.
Quem quiser se associar à Abes deve fazer a inscrição na secretaria de pós-graduação do Centro de Tecnologia e Urbanismo da UEL. A anuidade é de R$ 98,00 para pessoas físicas e instituições de ensino e R$ 49 para estudantes. No caso de empresas, o preço varia de acordo com o patrimônio. Mais informações podem ser aquiridas pelo fone (043) 371-4455, fax 371-4082 ou E-mail: [email protected]


