Ong de catadores de lixo reciclável inaugura galpão
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sábado, 28 de setembro de 2002
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
As 16 famílias dos catadores de lixo reciclável da Vila Marísia (zona norte de Londrina) comemoraram ontem a inauguração do novo barracão para o tratamento do material recolhido. Antes eles só faziam o trabalho de seleção do lixo e agora, com as máquinas adquiridas, vão processar plásticos, vidros, alumínio e papel, aumentando entre 40% a 50% a renda que hoje é de R$ 150 por catador.
No novo galpão foram colocadas uma prensa, moinhos de plástico, vidro e garrafas pet, lavadora, secadora e tanque de decantação. A aquisição das máquinas só foi possível graças ao Programa de Assistência Comunitária desenvolvido pelo governo do Japão. A Organização Não-Governamental (ONG) Grupo Esperança teve conhecimento do programa através do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e encaminhou um projeto ao Consulado Japonês em Curitiba há um ano. O projeto foi aprovado e ontem a presidente da ONG, Verônica Cardoso Lourenço, falou emocionada, ''lutamos um ano e vencemos''.
O cônsul geral do Japão no Brasil, Kiochi Aoyama, esteve na inauguração do galpão, que teve custo de R$ 74 mil. No discurso, Aoyama destacou: ''espero que essa ação possa contribuir para o aumento de renda dos moradores da Vila Marísia, assim como melhorar a preservação do meio ambiente da cidade''. A presidente da ONG disse que entre os principais benefícios está a melhoria do local e das condições de trabalho.''Antes trabalhávamos debaixo de uma lona furada'', lembrou.
A valorização dos materiais recicláveis vendidos também vão contribuir para a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores. O papelão que antes era vendido a R$ 0,12 o kg, passa a valer R$ 0,18. O papel misto sobe de R$ 0,05 para R$ 0,10 no kg e a garrafa pet, quando prensada, tem seu valor alterado de R$ 0,30 para R$ 0,45.


