O Grupo de Assistência ao Paciente com Câncer (Gapacan) de Londrina está passando por dificuldades. Colaboradores da instituição, que atende mensalmente 40 famílias com portadores da doença, não tem conseguido fornecer medicamentos por falta de recursos. Alimentos que completam a cesta básica, doada todos os meses para as famílias, também estão em falta.
''Nosso depósito está vazio. Tem famílias que consomem cerca de duas caixas de leite, o que temos aqui é muito pouco, não dá. Precisamos de mais doações para podermos proporcionar uma cesta básica mais completa para essas famílias que passam por muitas dificuldades. Também precisamos de dinheiro para pagar o aluguel da sede que está atrasado'', explicou a presidente do Gapacan, Emília Aparecida de Oliveira Souza.
Fundado há seis anos, o grupo auxilia as famílias não só com medicamentos e alimentação, mas também com doação fraldas descartáveis, complementos alimentares, cadeiras de roda, atendimento psicológico, vestuários e cobertores. Emília salientou que o Gapacan não possui vínculo nenhum com hospitais e que os atendimentos são voltados aos pacientes visando oferecer-lhes uma melhor qualidade de vida. ''A maioria dos pacientes que chegam aqui recebe alta do hospital e nós damos continuidade com seus tratamentos'', citou.
A dona-de-casa Vilma Maria Medeiros foi a primeira pessoa atendida pelo grupo. Há seis anos, quando descobriu que estava com câncer de mama, procurou ajuda por não ter condições de comprar medicamentos. ''Sempre me ajudaram muito. Na época meu filho não estava trabalhando e eu não tinha condições nenhuma de comprar nada'', disse.
Há três anos que a família da dona-de-casa Cleuza Farias Martins é atendida pelo Gapacan. Para ela, a ajuda é algo fundamental para sua vida. ''Depois que meu filho saiu do Hospital do Câncer, por conta de uma leucemia, fiquei sabendo da entidade e vim procurar ajuda. Não só a comida, mas principalmente os remédios são muito importantes'', disse.
Para a família do pintor Henri Batista, a ajuda do grupo de apoio é essencial. Para cuidar da filha Isabela, de 2 anos, portadora de leucemia, Batista e a mulher têm que revezar os dias que trabalham e as atividades de casa. ''De 15 em 15 dias levamos ela para o Hospital do Câncer para fazer quimioterapia. Aqui no Gapacan eu recebo leite, comida e remédios para ela. Se não fosse pela ajuda, eu não sei o que ia fazer'', disse.

Serviço
O Gapacan fica na Rua Flor de Lis, 233, Vila Ricardo, Londrina. Contatos pelo telefone 3339-0250 ou email: [email protected].

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