Entre as 30 ongs de reciclagem do município, nem todas parecem estar preocupadas com o aumento do material reciclado. Pelo menos uma delas, a Ong Reciclando Vidas, que tem o barracão instalado na Vila Marízia (Zona Norte), tem comemorado o aumento das coletas. ''Felizmente conseguimos aumentar nossa equipe também e até uma kombi foi comprada'', destaca a tesoureira da entidade, Zulmira dos Santos.
A organização comemora 11 anos em 2007, e os recicladores, os bons resultados do trabalho realizado. Ao todo, são 18 homens e mulheres (antes eram 16), que passaram a recolher diariamente 50% a mais sacos de lixo nos bairros vizinhos. ''Além disso, uma vez por ano todos nós tiramos férias, temos cesta de Natal e até recebemos chocolate na Páscoa. É uma equipe muito batalhadora''.
Essa ong é a única a ter barracão próprio no município e conta também com maquinário para prensagem. Ambos foram adquiridos através de uma parceria com o consulado japonês. ''Esses benefícios realmente facilitam para a gente, mas independentemente disso temos nossas contas, como o INSS que pagamos, e procuramos nos organizar para atender a demanda'', defende Zulmira.
A organização não é filiada à Cepeve. Para a presidente da Central de Prensagem, Sandra Silva, a Ong Reciclando Vidas comemora o aumento do material reciclado, porque tem espaço para armazenagem. ''Eles têm uma estrutura melhor, mas a maioria das ongs não tem. Estamos todos trabalhando para chegar lá, por isso não dá para comparar''. (G.B.)

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