As lembranças tristes do tempo em que a Aids tinha o mesmo peso de uma sentença de morte foram revividas ontem pelo presidente da ONG Adé Fidan, Édison Bezerra, que trabalha na prevenção e assistência a portadores do vírus HIV. No mesmo local onde já perdeu diversos amigos para a doença, ele visitou junto com outros voluntários 10 soropositivos internados no setor de moléstias infectocontagiosas do Hospital Universitário (MI-HU). Aproveitando a ocasião, ele cobrou do governo do Estado a contratação de pessoal para colocar em funcionamento um hospital-dia no HU, uma promessa de seis anos atrás.
A tarde solidária, segundo Bezerra, é uma maneira de melhorar a auto-estima dos pacientes para que não desistam de lutar contra a doença. O encontro contou com a parceria da Secretaria Municipal de Sa©úde.
Os soropositivos internados no HU estavam lá não por causa Aids mas sim pelas doenças oportunistas, como pneumonia. Depois que deixam o hospital, eles são acompanhados pelo serviço municipal de atendimento terapêutico domiciliar oferecido pelo município. A assistência, elogiou Bezerra, é excepcional porque humaniza o tratamento. Porém, não consegue atender toda a demanda. Uma solução seria o hospital-dia, que poderia atender diariamente entre 10 a 12 crianças e entre 15 a 20 adultos que precisam tomar medicação que pode dar reações.
A Folha procurou a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, mas até o fechamento desta edição nenhum assessor nem o secretário Aldair Rizzi prestaram informações a respeito.

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