ONG busca recursos junto a Paraná Urbano
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
Da Redação 
Apesar de todo o plano de trabalho, a associação Bandeira Branca ainda não tem recursos. O presidente da organização, João Batista, afirma que tudo será feito em parceria com a comunidade de Querência do Norte. Os estudantes Jerry, Alexandra e Sandra completam o pensamento do professor dizendo que a prefeitura vai ver se consegue recursos com o Estado.
O programa estadual Paraná Urbano, diz o professor, tem verbas disponíveis para aplicação nos municípios. Mas para liberar precisa de projetos. Com dados científicos comprovados, o Estado é obrigado a ajudar, ressalta o professor João Batista.
A própria ONG, afirma Jerry, vai buscar recursos junto aos setores público e privado. Vamos procurar verba onde tivermos contatos. Já temos informação, por exemplo, de que grandes indústrias de São Paulo apóiam esse tipo de trabalho, anima-se. A nova ONG também deverá ter uma home page na Internet para divulgar os trabalhos. Os integrantes acreditam que a home page ajude a despertar o interesse das pessoas em torno do projeto.
Outro fortalecimento da ONG deve vir com a adesão da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Faculdade Estadual de Filosofia de Paranavaí (Fafipa). A participação da UEM deve ser através dos cursos de Agronomia e de Ciências Sociais. A Fafipa deve engrossar a equipe com alunos de Enfermagem.
Os contatos com a Faculdade Estadual de Umuarama, segundo o professor João Batista, também já estão sendo feitos para fortalecer ainda mais a ONG Bandeira Branca. Esse trabalho, na opinião do professor, é um bom exemplo para os recém-formados em Sociologia que pegam o diploma e não sabem o que fazer.
O importante é que o aluno avance e dê o seu recado. Quem esteve em um assentamento não pode ficar indiferente, comenta Sandra. Na opinião de Jerry, quem participou do censo do Incra caiu em si e resolveu descruzar os braços, saindo das salas de aula ao encontro da comunidade.


