ONG baseou ação civil em irregularidades em relatório
O coordenador jurídico da Organização Não Governamental (ONG) Liga Ambiental, Rafael Ferreira Filipin, explica que a ação civil pública impetrada contra a repotenciação da Usina Termelétrica de Figueira está baseada em irregularidades cometidas durante a realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O órgão havia concedido a licença prévia para a repotenciação.
Filipin afirma que o principal equívoco constatado foi de que o estudo estava sendo feito de forma separada do realizado no local onde estava previsto a construção de uma nova mina de carvão, em Sapopema (135 km ao sul de Cornélio Procópio), para abastecer a termelétrica. ''Não se pode fazer de forma separada pois, no futuro, poderiam perceber que a usina era de boa qualidade, mas a mina não e isso inviabilizaria o processo'', ressalta.
Além desse problema, o coordenador jurídico comenta que a primeira versão EIA/RIMA não contava com estudo de impacto sobre a fauna. Segundo ele, a desistência da Copel em repotencializar a usina deve-se ao fato da direção da companhia ter percebido que estava ''cometendo um erro''. ''A tendência mundial é de utilizar fontes alternativas de energia, como a solar, e no Paraná estaríamos queimando mais combustíveis fósseis'', declara.
O coordenador institucional da ONG, Tom Grando, justifica que a ação civil não entrou diretamente no mérito da poluição ambiental pois, somente com um estudo de impacto ambiental feito de forma correta, isso poderia ser comprovado. Ele entende que um município não pode ficar refém de uma única atividade econômica, como acontece em Figueira. ''É necessário buscar alternativas que permitam o desenvolvimento sócio-econômico do município'', conclui.
A assessoria de imprensa do IAP informou que a direção do órgão estará se pronunciando sobre possíveis equívocos cometidos durante a realização do EIA/RIMA somente após a decisão judicial.





