ONG afirma que há omissão
O advogado Carlos Eduardo Levy, membro da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), acredita que o poder público é omisso no cumprimento de leis que ajudariam a preservar os fundos de vale. ''Muitos loteamentos irregulares são aprovados, nos quais fundos de vale são aterrados para ganhar espaço'', critica.
Levy argumenta que a cidade precisa traçar medidas que provocariam reflexos diretos na conservação dos fundos de vale: planejar a drenagem, buscar aumentar a área permeável dos imóveis, encontrar soluções para o descarte de entulho. ''A revitalização destas áreas é uma obrigação, não é nenhuma caridade da prefeitura'', aponta o advogado Ricardo Maruch, outro membro da comissão.
O diretor de Operações e Transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, cita que a prefeitura gasta mensalmente R$ 221 mil na limpeza de áreas públicas categoria na qual os fundos de vale se encaixam.
''Realmente existe uma falta de conscientização de certas pessoas, que poluem essas áreas. Mas acho que a situação está melhorando. As próprias comunidades se mobilizam e ajudam a manter os fundos de vale limpos. Além disso, a prefeitura está investindo em projetos de revitalização. Hoje os fundos de vale são mais preservados do que há alguns anos'', afirma o diretor.





