Onda de assaltos preocupa revendedores de agrotóxicos
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Apucarana Um grupo de pelo menos seis assaltantes invadiu na madrugada de ontem uma empresa de agronegócio no quilômetro 31, da PR-532, em Apucarana (Centro-Norte), e roubaram uma grande quantidade de agrotóxicos.
Encapuzados e armados, os homens renderam e amarraram o funcionário que fazia a ronda e invadiram o escritório e o depósito onde estava armazenado os produtos agroquímicos. Pela grande quantidade roubada a empresa não quis se pronunciar sobre os prejuízos a polícia acredita que os marginais utilizaram um caminhão para levar os produtos.
O caso é apenas mais um entre tantos que vem assolando revendas, depósitos, cooperativas e propriedades rurais que armazenam produtos agroquímicos na região. De acordo com a Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), nos últimos três anos foram registrados pelo menos 50 roubos de agrotóxicos, sendo 12 nos últimos três meses.
A quadrilha é especializada e age sempre da mesma forma. Arrobam os barracões, rendem os vigias e usam equipamentos que não são detectados pelos sistemas de alarmes. "Eles visam sempre as mercadorias mais caras que estão nos depósitos. E além do prejuízo financeiro, esses produtos aplicados sem um acompanhamento técnico podem causar danos ao meio ambiente e a saúde das pessoas, no caso de consumirem alimentos contaminados", ressaltou o diretor executivo da Anpara, Irineu Zambaldi.
Preocupados com a situação, representantes da Associação se reuniram esta semana com o comando da Polícia Militar e da Polícia Civil em Londrina em busca de soluções. Cópias de todos os boletins de ocorrências foram repassados e as polícias prometeram ações estratégicas para coibir novos assaltos. A Anpara ainda não possui um levantamento dos prejuízos causados pelos assaltos na região, mas ressaltou que os valores são significativos.
"Este tipo de roubo tem acontecido também em outras regiões do Paraná e do Brasil. Ainda não conseguimos entender como este material roubado está sendo colocado no campo, já que no mercado legal há muitos exigências na comercialização, inclusive com controle eletrônico", explicou Zambaldi. Os produtos roubados são vendidos abaixo do preço de mercado e muitas vezes é adicionada água ao agrotóxico original para aumentar o volume.
A Anpara deve realizar um encontro com os associados na próxima semana em busca de alternativas para evitar outros crimes. "A orientação que fica para o agricultor é para adquirir os produtos apenas em locais de confiança e que estejam legalmente estabelecidos", apontou Zambaldi.


