Telma Elorza
De Londrina
Em menos de uma semana a 10ª Subdivisão Policial de Londrina registrou pelo menos 13 assaltos a residências e estabelecimentos comerciais da cidade, além de quatro assaltos a taxistas. O balanço foi feito pela Folha com base em matérias publicadas pelo jornal e os números correspondem apenas às ocorrências registradas no período compreendido entre o último domingo até a manhã de ontem e somente àquelas onde os assaltantes utilizaram revólveres ou outras armas.
A onda de assaltos acontece em uma época em que Londrina deveria estar mais protegida. Para o Torneio Pré-Olímpico de Futebol, foi anunciado que o efetivo policial da cidade estaria reforçado por cerca de 400 policiais militares de batalhões da região e cadetes da Academia Militar de Guatupê, de Curitiba. A população, no entanto, não está sentindo diferença. Pelo menos esta é opinião do gerente de loja Heley Danilo, 46 anos. Para ele, em vez de diminuir, a criminalidade parece estar aumentando. ‘‘Os policiais estão dando proteção para os jogadores, enquando as pessoas comuns, que pagam seus impostos, estão desprotegidos’’, apontou.
Segundo o tenente-coronel Sílvio José Mazalotti, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, o que está ocorrendo na cidade é consequência das fugas ocorridas recentemente no 4º Distrito Policial de Londrina e na Delegacia de Cambé (13 km a oeste de Londrina). ‘‘Muitos dos que tem participado dos assaltos são fugitivos’’, disse.
De acordo com o comandante, o maior número de efetivo policial na cidade foi uma exigência da Confederação Brasileira de Futebol para garantir a segurança dos estádios e das delegações. ‘‘Este reforço veio de fora, para que o efetivo londrinense não fosse desfalcado. E, nos dias que não há jogo, estamos empregando este efetivo na ronda extensiva’’, afirmou.
A comerciante Rosimara Cristina Borges Pereira, 28 anos, viveu momentos de terror na noite de quarta-feira, quando quatro homens armados invadiram a residência de sua sogra, Maria Sacouche Pereira, 55 anos, no Jardim Santa Rita 4 (zona oeste). Na casa, além das duas, estava também a filha de Rosimara, de de cinco anos. Maria Pereira foi ameçada com revólver na cabeça. A comerciantes entregou aos bandidos um malote de sua empresa com aproximadamente R$ 8 mil em dinheiro e cheques.

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