– Os comerciantes da Avenida Ângelo Moreira da Fonseca, em Umuarama, estão assustados com a onda de assaltos. Eles reclamam que os ladrões estão cada vez mais ousados e chegam a avisar qual será o próximo estabelecimento a ser roubado. Reclamam também da atuação da polícia que não estaria conseguindo prevenir os crimes, nem desmantelar as quadrilhas que agem na área.
  A avenida, uma das principais vias de acesso ao centro, tem cerca de 100 estabelecimentos comerciais, entre os trevos de saída para Guaíra e Xambrê. Nas proximidades ficam o Parque Industrial e o Jardim Alvorada, considerados muito violentos. Nenhum comerciante quer ser identificado temendo represálias. Segundo eles, a maioria das lojas já foi roubada pelo menos uma vez.
  Na terça-feira, dois homens armados invadiram um depósito de gás, renderam os empregados e roubaram R$ 800. ‘‘Tem comércio que já foi assaltado quatro ou cinco vezes’’, disse o dono de um bar. ‘‘A gente não sabe mais o que fazer’’, desabafou.
  O comandante da Polícia Militar (PM), Marcelo Figueiredo, disse ontem que vai reforçar as rondas na avenida e tentar manter uma viatura em determinados horários. Ele afirmou que o aumento da criminalidade em geral e a falta de efetivo dificultam o trabalho, ‘‘mas temos feito o possível para tentar garantir a segurança da população’’. Segundo ele, a PM atende uma média de 100 ocorrências por dia.
  O delegado-chefe de Umuarama, Luiz Gilmar da Silva, também afirma que a Polícia Civil precisa de melhor estrutura para combater o crime. ‘‘Temos apenas um policial para cada 1,8 mil habitantes.’’ Ele disse que a maioria dos crimes é praticada por menores.

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