Moradores da vila Industrial (zona oeste) estão assustados com a onda de assaltos e arrombamentos que se instalou no local há pelo menos dois meses. Os crimes acontecem geralmente durante a madrugada e atingem principalmente estabelecimentos comerciais. Em função disso, várias lojas tiveram que recorrer ao alarme eletrônico para espantar os ladrões.
‘‘Das duas às quatro horas da manhã é incrível: sempre algum alarme dispara’’, diz Sônia Rodrigues, que tem uma farmácia na esquina das ruas Albert Einstein com Blaise Pascal. ‘‘Fizemos um abaixo-assinado, passamos para a Associação de Moradores mas até agora não foi feito nada’’, completa Juarez Rodrigues, marido de Sônia.
O comerciante Orlando Alves de Oliveira teve sua mercearia salva pelo alarme. ‘‘Antes não era assim. Deve ser o desemprego: o cara não tem nada e começa a roubar’’, afirma. Ele não tem dúvidas de que os assaltantes são do próprio bairro, pela periodicidade das ocorrências. ‘‘Por isso eu estou fazendo o seguinte: durmo pouco e à noite passo em frente da mercearia para vigiar.’’
Para ele, a solução seria a presença mais constante de uma viatura da PM no bairro, principalmente na madrugada. ‘‘Na pior das hipóteses espanta os caras’’, diz.
Menos sorte teve Ramilson Carlos da Silva, que tem um bar também na rua Blaise Pascal. Como não tem alarme no estabelecimento, os ladrões conseguiram arrombar a porta de ferro e levaram seu aparelho de tevê, três pacotes de cigarro, um litro de uísque e uma cartela de isqueiro.
Pouco tempo depois, tentaram entrar novamente, mas desta vez a porta de ferro aguentou firme e não cedeu. ‘‘Eu acho que é grupo que está fazendo isso. Mas o pior é que a gente dá queixa e nada.’’
Segundo o capitão Edwaldo Gomes Machado, que responde pelo subcomando do 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina, a PM trabalha com base em estatística para deslocar um contingente maior de viaturas para um local ou para outro. Por isso, acrescenta, é importante que a população registre queixa e ligue para o 190 sempre que algum caso de assalto ou arrombamento acontecer. ‘‘Lógico que feito o apelo, pela imprensa, a gente já vai procurar aplicar um policiamento mais efetivo no local’’, completa o capitão.

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