Onda de assalto a ônibus marca réveillon
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2002
Maranúbia Barbosa 
Assaltantes praticaram 13 roubos a ônibus da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), do dia 31 de dezembro a 1º de janeiro. Somente anteontem foram oito assaltos, cometidos na maioria das vezes por menores de idade. No ano de 2001 foram registrados na TCGL 344 roubos, quase quatro vezes mais do que no ano anterior. Também no ano passado a empresa Francovig contabilizou 79 assaltos.
De acordo com o chefe de tráfego da TCGL, Daniel Martins, a empresa orienta motoristas e cobradores a não reagirem mediante voz de assalto. A empresa também recomenda que seus funcionários não carreguem pertences pessoais nos ônibus. Para a TCGL, além da violência a que funcionários e passageiros estão expostos, ainda há o problema da imagem que está se criando em torno da falta de segurança em coletivos. A TCGL doa combustível e passes para que os policiais militares circulem à paisana dentro dos ônibus.
Conforme o chefe de tráfego da TCGL, algumas linhas de ônibus, como as que passam nos bairros Avelino Vieira, Olímpico, Sabará, São Lourenço e Semíramis, são bastante visadas. Entretanto, ele afirmou que assaltos já aconteceram em muitas outras linhas e nos mais diversos horários.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Batista, cogita a possibilidade de paralisação dos motoristas e cobradores, caso não diminua a incidência de assaltos. Segundo ele, depois que um motorista da TCGL foi baleado por reagir a um assalto, no mês de novembro, o sindicato enviou ofícios ao comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, Rubens Guimarães, para o secretário de Segurança Pública, José Tavares, e ao governador Jaime Lerner (PFL), cobrando uma atuação efetiva no setor.
Para o chefe da delegacia de Furtos e Roubos, Francisco de Assis, os roubos a ônibus é a bola da vez. Os criminosos já passaram por farmácias, postos de gasolina, casas lotéricas, mas como a polícia intensificou a atuação nesses setores, as ocorrências diminuíram. Assis disse que os menores de idade são reconhecidamente os maiores praticantes dos roubos a coletivos.


