Biólogos e veterinários ligados ao Intituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Refúgio Biológico de Itaipu, soltaram às 16 horas de ontem, no interior do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, um dos últimos exemplares de onça pintada que habita os 185 mil hectares da reserva.
Capturada terça-feira, em uma das armadilhas do Projeto Carnívoros do Iguaçu - trabalho de catalogação e monitoramento de mamíferos predadores -, a onça estava sendo tratada no Refúgio Biológico de Itaipu. O mamífero foi encontrado ferido à bala, em uma das pernas dianteiras, provavelmente vítima da ação de caçadores.
Durante os três dias no refúgio, a onça, uma fêmea de 58 quilos e oito anos de idade, recebeu aplicação de sedativos, antibióticos e soro. Os veterinários também fizeram tratamento de canal de um dente canino, que estava quebrado. A bala alojada no corpo do animal não foi retirada.
‘‘Ficamos muito receosos com a possibilidade de haver uma hemorragia durante a cirurgia’’, disse Fernando Azevedo, um dos biólogos que salvaram a onça. De acordo com os biólogos, as chances de sobrevivência do animal em seu habitat natural são muito grandes.
O Projeto Carnívoros do Iguaçu é uma iniciativa da Associação Pró-Carnívoro, uma organização não-governamental (ONG) que conta com estudantes e pesquisadores de todo o Brasil. Desde o início do projeto, em 1990, foram catalogadas 11 onças. Deste grupo, sete foram mortas por caçadores.
Casa nova O Zôo do Iguaçu, de Curitiba ganhou novos moradores: quatro ursos que moravam em jaulas do Passeio Público. Os animais estão num recinto mais espaçoso com brinquedos e um lago. Os dois machos e duas fêmeas serão preparados para reprodução em cativeiro.
O Zôo do Iguaçu é um dos mais bem conceituados do País porque mantém os animais em ambientes que reproduzem seu habitat.Ney de Souza e DivulgaçãoA onça recebeu tratamento médico no Refúgio Biológico de Itaipu; no destaque, o urso do Zôo do IguaçuLúcio Flávio Moura
Especial para a Folha

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