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Álbum particularEm famíliaOlimpio (primeiro à direita): enérgico e de poucas palavrasO corretor Olimpio José Rodrigues nasceu em Montes Claros (MG), em 1938, e aos oito anos de idade saiu de casa. O filho Celso conta que Olimpio nunca mais procurou os pais e irmãos e também não falava do passado com os filhos. ‘‘Na verdade ele era muito calado, mas enérgico na educação da gente’’, lembra. Quando jovem, sempre trabalhando como corretor de terras, animais, casas ‘‘e o que mais aparecia’’, Olimpio passou pelo Paraná e nos últimos anos de vida morava em Nova Andradina (MS). ‘‘Sempre que possível a gente ia lá visitar o pai’’, lembra Celso.
No Mato Grosso do Sul, ele conheceu a mulher, Aparecida, com quem teve 15 filhos, dois já mortos. ‘‘Ele trabalhava muito e nunca deixou de dar educação para todos’’, diz Celso. Católico não praticante, Olimpio se recusava a fazer fotos e muito menos conversava assuntos ligados ao sobrenatural ou coisas fora do comum. ‘‘Na verdade ele era distante na hora de conversar, muito exigente e não admitia falhas de ninguém’’, conta o filho. Olimpio fazia ainda os filhos pedir bênção e tratá-lo por ‘‘senhor’’.
Um ano antes de morrer, no dia 23 de outubro de 1993, de cirrose hepática e hemorragia interna, Olimpio começou a ficar muito doente. Passou cerca de dois meses internado em um hospital de Campo Grande (MS), até ser levado pelos filhos para Loanda, onde morava a mulher. Ele ficou lá cerca de um mês, antes de morrer. Quando vivo, nunca falou em ser enterrado em local de preferência. Celso lembra ainda que o velório e o enterro, em Loanda, foram simples, e seguiram os rituais católicos. ‘‘Nunca duvidamos de fatos como aparição de pessoas que já morreram. Agora respeitamos ainda mais quem passa por uma situação assim’’, diz Celso. (M. Z.)

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