Olho DÁgua recebe R$ 300 mil
Olho DÁgua recebe R$ 300 mil
Arquivo Folha
Programa será ampliado para todas as bacias da cidade - Belém, Barigui, Atuba, Iguaçu e Ribeirão dos Padilha -, estimulando a participação da comunidade na limpeza490 ton de lixo
reciclável foram
recolhidas dos rios
nos últimos 8 meses
O programa Olho DÁgua, que a Prefeitura de Curitiba mantém para levar educação ambiental à população, está recebendo um investimento de R$ 300 mil. O financiamento é do Banco Mundial e permitirá a ampliação das atividades para todas as bacias dos rios da cidade - Belém, Barigui, Atuba, Iguaçu e Ribeirão dos Padilha - com a aquisição de três veículos, 300 kits de análise da qualidade da água, além da produção de cartilhas e folhetos com informações sobre a poluição dos rios.
A educação ambiental é uma maneira de aproveitar melhor os investimentos feitos pela prefeitura na limpeza dos rios. Se a população se conscientiza dos prejuízos causados pela poluição dos cursos dágua, os gastos são menores, diz o prefeito Cassio Taniguchi. A cada ano são investidos mais de R$ 10 milhões na limpeza de canais, córregos e rios.
Lançado há um ano, o Olho DÁgua está sendo desenvolvido atualmente nos córregos que compõem as bacias do Belém e Barigui, beneficiando cerca de 60 mil habitantes. Nestes locais, técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, com a participação de quatro mil alunos de escolas públicas e dos Piás Ambientais, realizam testes químicos para detectar a qualidade da água, além de palestras sobre poluição, lançamento de lixo e esgoto nos rios.
Somente no ano passado, foram feitas análises de 140 amostras de água dos rios, que subsidiam as intervenções necessárias em algumas áreas, como o desbloqueio de alguns rios pelo acúmulo de resíduos, correção de ligações clandestinas de esgoto e recomposição da vegetação das margens.
Limpeza - O programa conta com uma equipe de limpeza que realiza mutirões para retirar o lixo acumulado nas margens dos rios. Segundo a bióloga Cláudia Boscardin, que coordena as atividades, cerca de 490 toneladas de lixo reciclável foram recolhidas nos últimos oito meses. O volume é nove vezes maior que o recolhido pela limpeza pública por dia na cidade, calcula.
Participam da operação de limpeza 25 homens equipados com barcos, bóias, caçambas e ferramentas especiais para catar o lixo das margens das bacias. É uma limpeza de emergência para evitar que o material chegue ao leito e prejudique o escoamento da água, causando enchentes quando chover, explica a gerente de varrição da Limpeza Pública, Gisele Martins.





