Óleo diesel mata centenas de peixes
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Prefeitura de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, acionou a Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente, ontem, para que sejam indentificados os autores do derramamento de óleo na lagoa de contenção do bairro Cidade Jardim, que provocou a morte de centenas de peixes, na última sexta-feira. A assessoria de imprensa do município informou que esta foi a segunda vez que jogaram óleo diesel queimado no local; a primeira foi no dia 25 do mês passado.
De acordo com a assessoria, o óleo foi jogado na noite da quinta e já na sexta-feira de manhã os peixes estavam boiando na superfície. Os moradores da região se aproveitaram para pegar os peixes, impróprios para o consumo, e comercializá-los em outros bairros, o que levou a prefeitura a acionar a guarda municipal para fiscalizar e isolar o local. As primeiras amostras da água coletadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já haviam confirmado a contaminação por óleo. O município pede a população que fique de olho e denuncie (41 3383.1313 ou 153) os autores do crime ambiental.
A assessoria de imprensa do IAP relatou que no dia 25 de outubro o órgão fez a contenção e absorção de cerca de 300 litros de óleo diesel queimado na lagoa e que na semana passada voltou por causa da morte dos peixes. A limpeza, inclusive, foi feita em conjunto com a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudersa), que também deu apoio técnico para a construção da lagoa. Após a morte dos peixes, o IAP coletou novas amostras da água e os resultados devem sair até o final da semana.
A lagoa de contenção em Cidade Jardim foi construída para resolver o problema de alagamento e um sistema automático de bombeamento é acionado sempre que necessário para transportar a água para o canal extravasor. De acordo com a Prefeitura de São José, o derramamento agravou o problema da lagoa, que já recebe esgoto de parte das residências do bairro, comprometendo a oxigenação da água e aumentando a proliferação de algas tóxicas.


