Laudo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) revela que o óleo derramado no último domingo na Serra do Mar é utilizado em motores de navio. De acordo com o laudo, trata-se trata-se de óleo tipo Bunker. As análises também indicam a presença de óleo A1, utilizado como combustível em caldeiras industriais.
A suspeita é que o óleo - aproximadamente 5 mil litros - tenha sido lançado propositalmente por um caminhão. Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, ‘‘este laudo será encaminhado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente para auxiliar nas investigações que apontará os responsáveis pelo despejo do óleo na região (que ainda não foram identificados).’’
Segundo o tenente Abrão Mahmoud Filho, do Corpo de Bombeiros de Paranaguá e Defesa Civil, por ser muito espesso, o óleo não tem fluído pela área com facilidade. Fica fixado nas pedras do rio. ‘‘Se o óleo chegar ao Rio Nhundiaquara, deverá ser em quantidade insignificante, cerca de 5 ou 6 litros’’, esclareceu.
O presidente da Ecovia, responsável pelo trecho que liga Curitiba a Paranaguá, Ademar Rodrigues Alves, disse que o laudo só veio confirmar a posição da concessionária com relação ao assunto. ‘‘Não se tratava de material nosso’’, salientou.
Alves declarou que a expectativa é de que a recuperação da área esteja totalizada nos próximos 10 dias. Ele contou que 10 homens fazem a limpeza de forma manual. O trabalho teve início no Viaduto dos Padres, onde ocorreu o derramamento.
‘‘Eles fazem uma éspecie de raspagem das pedras com esponja e serragem e colocam em recipientes plásticos especiais. Depois depositam em um local próximo ao Viaduto dos Padres’’. Segundo ele, a Ecovia e a Petrobrás estão estudando um local mais adequado para o depósito final do produto.
Hoje, mais 15 homens integram a equipe de limpeza, realizando os trabalhos no sentido oposto ao primeiro grupo. Esta estratégia de ação foi estabelecida pelo consultor do Rio de Janeiro, especializado em meio ambiente, Lisboa da Cunha. Os serviços de limpeza estão sendo monitorados diariamente por técnicos do IAP e da Defesa Civil.

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