Óleo ainda polui rios da Serra
Ontem, dois dias após o derramamento de óleo na Serra do Mar, o produto ainda continuava poluindo os rios da região sem que ninguém tenha tomado alguma providência para limpar o local. Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) instalaram quatro barreiras nos rios dos Padres e do Pinto para conter o óleo.
O óleo foi derramado no domingo. Um caminhão teria despejado o produto em uma canaleta utilizada para o escoamento da água da chuva, na BR-277, na altura do Viaduto dos Padres. Tanto o IAP como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entendem que a limpeza deve ser feita pela Ecovia, concessionária responsável pela rodovia.
O chefe de fiscalização do IAP, Cláudio de Oliveira, disse que o órgão solicitou à Ecovia que mandasse pessoal e equipamento para ajudar nos trabalhos e fazer a limpeza do local, mas ninguém apareceu. O local onde aconteceu o derramamento faz parte da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi.
Ontem, técnicos do IAP fizeram novas coletas de água, solo e vegetação. Segundo Oliveira, será coletado também o material (emulsão asfáltica) usado pelas empreiteiras contratadas pela Ecovia para a manutenção da BR-277. A idéia é comparar com o óleo que foi derramado nos rios.
Técnicos do Ibama também estiveram no local do derramamento na segunda-feira, mas só ontem fizeram a coleta do óleo. O órgão também não descarta a possibilidade do óleo ter sido derramado por uma das empreiteiras da Ecovia. O que sabemos é que o material é um óleo de emulsão que pode ser usado tanto em caldeiras como para alfalto, disse o fiscal do Ibama, Gelson Severo.
O Ibama, segundo Severo, enviou duas notificações à Ecovia. Uma para que ela aponte se houve algum acidente no local, que possa ter causado o derramento, e outra para que apresente uma relação das empresas que estão executando obras na rodovia. A concessionária tem três dias para apresentar os relatórios.
A Folha acompanhou as equipes do IAP e Ibama que faziam coleta no ponto onde o Rio dos Padres se encontra com o Rio do Pinto, a cerca de dois quilômetros da BR-277. Como de segunda para ontem o nível dos rios baixou, a maior parte do óleo que desceu acabou ficando nas pedras e na vegetação das margens. A última barreira está instalada a mais de cinco quilômetros da rodovia, no Rio do Pinto, a sete quilômetros do Nhundiaquara





