O pioneiro e agropecuarista Olavo Godoy será ouvido na Justiça no próximo dia 20, às 9h30, pelo juiz Mário Azzolini, da 10ª Vara Cível. O oficial de Justiça que foi levar a intimação informou no verso do documento que Olavo Godoy não tinha condições de recebê-lo. O motivo de sua presença na Justiça refere-se a uma representação feita pelo Ministério Público para interditá-lo juridicamente, caso ele não possa responder por seus atos. A ação de interdição pode durar até seis meses.
O Ministério Público entrou com a ação de interdição por causa de denúncias de que o pioneiro estaria sendo mal tratado, dopado e coagido a assinar documentos em branco pela atual administradora de seus bens, Josyê Godoy. Ela é casada com o sobrinho de Olavo, Álvaro Godoy Filho. Entre os bens do pioneiro está a fazenda Santa Helena, que já teria sido passada para o nome do casal de sobrinhos. O Ministério Público quer provar que o pioneiro não tem condições de administrar seus bens. Ao mesmo tempo também não estaria em condições de doar nada a ninguém.
As denúncias contra Josyê e Álvaro foram feitas por empregados da fazenda que foram dispensados por Josyê há menos de quatro meses. Entre eles estão funcionários com mais de 20 anos de ‘casa’ que, apesar de dispensados, não teriam recebido qualquer nenhuma indenização a que tinham direito, conforme a lei trabalhista. Josyê e o marido contestam os antigos empregados, alegando que trata-se uma ‘armação da parte deles’.
Na audiência do próximo dia 20, Olavo Godoy será ouvido pelo juiz e acompanhado de um advogado. Ele deverá responder perguntas para provar se está raciocinando coerentemente. As perguntas deverão ser sobre sua própria vida - os 60 anos de trabalho em Londrina.

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