Olarias empregam mão de obra informal
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em cinco dias de fiscalização, no mês de setembro, auditores da Superintendência Regional do Trabalho (SRT) localizaram 100 trabalhadores informais em 30 olarias da região de Prudentópolis (64 quilômetros a leste de Guarapuava). Nessa ação, os fiscais realizaram 28 autos de infração.
O representante da SRT na região, Márcio Luiz Móres, informou que as condições de trabalho nas olarias preocupam e estão tendo uma atenção maior por parte do órgão. "Parece ser comum na região (o trabalho de jovens e o trabalho informal), mas agora está sendo combatido", explicou.
De acordo com Móres, com o trabalho de fiscalização, a tendência é que a prática de irregularidades no setor diminua. Levantamento do Sindicato das Olarias do Paraná aponta que o Estado tem 584 olarias. Apenas na região de Prudentópolis, há cerca de 70 estabelecimentos do ramo, mas apenas 31 são associadas. Segundo Móres, são 40 olarias formais na região.
Jovens no batente
Desde os 14 anos de idade, o estudante de curso técnico de Turismo Alex Zazula trabalha na olaria de seu pai, Matias Zazula, em Prudentópolis (64 km a leste de Guarapuava). Hoje, com 18 anos, está há dois na produção. O irmão de Alex, de 17, também trabalha no local, há um pouco mais de um ano. Os dois, com mais três pessoas formam a Olaria Zazula, uma empresa de médio porte, considerando o mercado concorrido do produto na região.
Orgulhoso, Zazula conta que o pai havia viajado a Ponta Grossa para registrar o último funcionário, que trabalhava informalmente na olaria. "Tem que ser tudo legalizado", frisou.
De acordo com Alex, eles fabricam cerca de 12 mil tijolos por dia e vendem cerca de 110 mil unidades por mês, a um custo de R$ 240,00 o 'milheiro'. Para produzir tanto, a olaria consome, em um alqueire, 30 toneladas de terra a cada dois dias. "Falam que aqui tem o melhor barro da região", afirma Alex.


