Oito unidades de saúde são alvos de criminosos em 2017
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segunda-feira, 24 de abril de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

Uma unidade municipal de saúde foi alvo de roubo em Londrina a cada 15 dias, somente em 2017. A informação é da Secretaria de Saúde. Das 54 unidades em funcionamento, nas zonas urbana e rural, oito já foram alvo da violência, seja com o furto de equipamentos, fiação ou até mesmo carros e pertences de funcionários. A última ação de criminosos foi registrada na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro Social Urbano, na Vila Portuguesa, que atende moradores de 24 bairros situados no entorno da região central.
Durante o fim de semana prolongado do feriado de Tiradentes, a unidade teve computadores, um televisor recém-adquirido, fiação e disjuntores levados pelos bandidos, que entraram pelo telhado, danificando todo o gesso e estrutura que ficam em cima da recepção. "Tivemos que paralisar as atividades de maior impacto, trazendo prejuízo para quem precisa da unidade", afirmou o secretário municipal de Saúde, Felipe Machado.
Como a prefeitura não disponibiliza de material necessário para o reparo, uma empresa terceirizada foi acionada para realizar o conserto e a expectativa é de quem em dois dias o atendimento prioritário seja retomado. Enquanto isso, a população terá que aguardar para tomar vacinas, marcação e verificação de consultas e exames, entre outros serviços, já que o local não dispõe de energia elétrica.
Além da UBS da Vila Portuguesa, houve registros de furtos e roubos nas unidades básicas de saúde da Vila Ricardo, Centro, Itapoã, Chefe Newton, Milton Gavetti, Ouro Branco e também no Centro de Especialidades Odontológicas. "A comunidade é a mais atingida por essas ações, sofrendo na pele, já que os usuários têm o atendimento comprometido por conta de uma questão de segurança pública", lamentou. O gasto estimado com os reparos fica entre R$ 70 mil e R$100 mil, sendo R$ 20 mil somente na Vila Portuguesa.
Segundo o secretário de Saúde, com medidas paliativas reduzidas, por conta da falta de estrutura e verba, a saída para inibir mais casos como este está na ampla discussão sobre a segurança na cidade. "Classificamos isso como um problema de segurança pública. Precisamos rediscutir essa questão em Londrina, fazendo um movimento integrado para tentar minimizar. Não há outra saída", reconheceu. Machado também garantiu que irá reforçar o pedido de monitoramento nas unidades de saúde com a Guarda Municipal e a empresa de alarme. "Nós, infelizmente, não munimos de recursos humanos necessários", completou.
INSEGURANÇA
As ocorrências têm causado insegurança nos servidores. Além dos roubos e arrombamentos durante o período em que as UBS estão fechadas, também são registradas ações durante o expediente. No Milton Galvetti, o veículo de um dos funcionários foi levado recentemente por um ladrão armado.
"Está acontecendo uma onda de roubos nas unidades do sistema de saúde e estamos preocupados. A Guarda Municipal foi criada para proteger o patrimônio e não está acontecendo isso", criticou uma servidora, que preferiu não se identificar.
Uma reunião está marcada para esta quarta-feira (26), na Câmara Municipal, com a comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização, para discutir sobre a segurança nas unidades básicas de saúde. Representantes do Legislativo, da Prefeitura e do sindicato dos servidores estarão presentes. "Queremos saber de qual forma será feira o monitoramento desses locais de saúde. Precisamos de uma posição do legislativo e executivo", cobrou Marco Modesto, que faz parte da diretoria do Sindserv.


