Oito presos fugiram na madrugada de ontem da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu. Mesmo com a fuga e a transferência de 23 presos, nos últimos 15 dias, as celas continuam superlotadas, com 404 detentos. A capacidade do prédio é para 168 pessoas.
Os fugitivos aproveitaram o blecaute provocado por uma chuva forte, ocorrida por volta da 1 hora de ontem. Dois deles serraram as grades da galeria B, liberando passagem para os prisioneiros de quatro celas. Depois de percorrerem a galeria, eles amarraram uma corda feita com lençóis e cobertores entre os vãos de concreto, usados como respiradouro, e desceram até o pátio do prédio. Como nos fundos da cadeia há uma área rural, eles aproveitaram a vegetação existente para fugir.
Essa foi a quarta fuga registrada desde janeiro. Segundo os policiais que fazem a segurança do prédio, a superlotação do presídio e a morosidade no andamento dos processos são as principais causas das fugas. Os agentes informaram também que três transferências foram realizadas nos últimos 15 dias, totalizando 23 presos enviados a Curitiba, Ponta Grossa e Guarapuava. Mesmo assim, o excedente de 235 detentos ainda preocupa as autoridades locais.
Foi a superlotação que provocou a última rebelião, em novembro do ano passado, que resultou na morte de um policial civil e em três presos feridos. Na época, os amotinados queimaram colchões, destruíram várias celas e trocaram tiros com a polícia.
O secretário de Segurança, José Tavares, já esteve em Foz três vezes depois da rebelião, anunciando a construção de uma penitenciária estadual e também a liberação de verbas para reformas e ampliação ‘‘em carater de urgência’’ na cadeia. Segundo informações da secretaria, em Curitiba, a licitação para reformar e ampliar a cadeia já foi publicada em edital, mas ainda passa por avaliações finais. O início das obras não foi definido.