Curitiba A Polícia Militar (PM) desmantelou um esquema interestadual de roubo de cargas e caminhões, na manhã de ontem, no município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A prisão de oito homens aconteceu numa oficina mecânica no bairro de Jardim Cruzeiro, onde, segundo a PM, tentavam desengatar a carreta de um caminhão roubado. Além do veículo, a polícia apreendeu no local dois revólveres calibre 38, o carro usado pela quadrilha e ainda foi recuperada a carga de filmes fotográficos do caminhão, avaliada em cerca de R$ 230 mil.
A polícia encontrou os acusados a partir de informações fornecidas pelo motorista do caminhão roubado, que prestou depoimento num quartel da PM em Piraquara, também na RMC. De acordo com o caminhoneiro, na noite de anteontem, a carreta foi interceptada por um furgão no trecho paulista da BR-116, próximo à Represa Capivari. Em seguida, ele foi abordado por dois homens armados que o obrigaram a entrar num veículo de cor escura. Depois de algumas horas, o caminhoneiro foi abandonado amarrado no meio do mato, no município de Piraquara. Ele disse que conseguiu se desvencilhar das cordas e pedir socorro.
A PM informou que, ao chegar no barracão, os homens já tinham desacoplado o equipamento de monitoramento por satélite da carreta, o que impediu a localização pela central de rastreamento. Foi durante o patrulhamento na região que a polícia avistou uma carreta branca e constatou que era a mesma roubada, fazendo a abordagem no local. Dos sete homens diretamente ligados à quadrilha, dois estavam armados e foram reconhecidos pelo caminhoneiro. De acordo com a polícia, quase todos os presos, com idades entre 22 e 53 anos, já têm ficha criminal, sendo cinco deles paulistas, um gaúcho e dois paranaenses. Alguns dos integrantes já foram presos por crimes como homicídio e roubo, e outros estão respondendo por acusações de apropriação indébita, estelionato, roubo, tráfico e formação de quadrilha.
Um dos presos, José Maria Nilo dos Santos, 53 anos, tem sete mandados de prisão expedidos pela Justiça das cidades paulistas de Vinhedo, Laranjal Paulista, Cajamar, Osasco, Carapicuíba e São Paulo. Ele também já foi condenado a prisão várias vezes, desde 1974, somando cerca de 50 anos de detenção. O oitavo preso é o dono da oficina, que garantiu não saber do esquema e que apenas cedeu a oficina para deixar o caminhão estacionado por algumas horas, pelo preço de R$ 3 mil.

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