Oito ONGs de catadores de lixo já foram criadas
Desde que a CMTU iniciou o trabalho de retirada dos catadores de lixo das ruas de Londrina, oito organizações não-governamentais (ONGs) já estão sendo criadas. Depois de passar por períodos de experiência na Fazenda Refúgio, onde hoje estão os ex-garimpeiros do Lixão, os catadores passaram a se organizar e buscar barracões, próximos dos locais onde moram, para fazer a reciclagem do lixo.
A ONG da zona oeste é a que está em estágio mais avançado. Com o trabalho na Fazenda Refúgio o grupo conseguiu levantar R$ 1 mil e já alugou um barracão no Jardim Maria Lúcia onde está recebendo o lixo da CMTU. O primeiro caminhão descarregou na sexta-feira passada e ontem o grupo aguardava a chegada de mais um.
Moradores dos jardins Perobal, Novo Perobal e Franciscato, zona sul, estão se organizando em conjunto com a Associação da Mulheres Batalhadoras. Segundo a integrante da associação, Rosalina Batista, eles estão buscando convênios com empresas para que os catadores cadastrados e uniformizados coletem o material reciclável diretamente das empresas conveniadas.
Outras ONGs na zona norte, na zona leste, na Vila Marísia também estão surgindo, mas ainda em fase de formação. Segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, a prefeitura está auxiliando com o laboratório na Fazenda Refúgio para que as pessoas saibam exatamente qual o potencial econômico de cada tipo de lixo, 30 no total; assessorando na venda do material; na formação das ONGs; e daqui quatro meses começará a treinar representantes das ONGs na agregação de valor ao material separado: vassouras e mangueiras ecológicas, camisetas e outros. (E.P.)





